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Ministro Paulo Guedes é atacado por defensores da China após dizer que vacina dos EUA é mais eficaz que CoronaVac



O Ministro da Economia, Paulo Guedes, virou alvo de ataques nesta quarta-feira (28) após ter afirmado que os chineses inventaram o coronavírus e têm vacina com a eficácia mais baixa que os imunizantes desenvolvidos nos Estados Unidos.

“O chinês inventou o vírus, e a vacina dele é menos efetiva do que a americana. O americano tem 100 anos de investimento em pesquisa. Então, os caras falam: ‘Qual é o vírus? É esse? Tá bom, decodifica’. Tá aqui a vacina da Pfizer. É melhor do que as outras”, disse ontem (27) durante uma reunião do Conselho de Saúde Complementar (Consu).

O ministro não sabia que o encontro estava sendo gravado e transmitido nas redes sociais do Ministério da Saúde. Quando foi informado da gravação,  pediu que o vídeo não fosse ao ar e o conteúdo foi removido da internet.

Após a declaração, o ministro Paulo Guedes foi rechaçado, sofrendo ataques da imprensa e de deputados, que saíram em defesa do Partido Comunista Chinês.

O deputado federal Fausto Pinato (PP-SP), presidente da frente parlamentar Brasil/China na Câmara, emitiu nota taxando as declarações de Guedes como “lamentáveis”.

Leia também: Fausto Pinato: quem é o deputado pró-China que declarou guerra contra Ernesto Araújo

Após a repercussão, o ministro da Economia disse que usou “uma imagem infeliz” ao dizer que a China inventou o vírus. Guedes afirmou em entrevista coletiva que não temia repercussões negativas e que o chanceler Carlos Alberto Franco França entraria em contato com a Embaixada da China para “tirar o mal-entendido“.

O assunto foi tema de comentários no Boletim da Manhã desta quarta-feira (28).  Para o analista político Italo Lorenzon, Guedes não ter sido avisado sobre a transmissão da entrevista foi um erro.

“Como é que a assessoria de imprensa do Ministério da Economia não se preocupa em saber e informar ao ministro que a fala dele estava sendo transmitida?”, questionou.

“O ministro só falou verdades nesse discurso dele, especificamente. Ele disse que o vírus surgiu na China. Existe uma discussão a respeito da origem do vírus, se ele foi criado em laboratório e escapou, ou se é só uma mutação normal mesmo etc. Ele levantou uma questão válida, que não é nada de outro mundo”, acrescentou Lorenzon.

Italo Lorenzon lembrou ainda que na Europa é possível que o passaporte da vacinação não inclua a CoronaVac. Dados mais recentes apontam que a vacina  desenvolvida na China, em parceria com o Instituto Butantan, tem 50,4% de eficácia. Em comparação, a vacina da Pfizer demostrou eficácia de 95%, segundo a própria farmacêutica.

“Ou seja, quem se vacinou com a CoronaVac, para todos os efeitos, não está vacinado, para efeitos de viagem à Europa, para vocês verem como está a situação. E o ministro falou até de um conhecimento que já é meio que comum”, afirmou Lorenzon.

Assista à íntegra do comentário

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