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Mourão diz que Ernesto Araújo pode ser demitido após as eleições no Congresso



O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, sugeriu nesta quarta-feira (27) que após as eleições no Congresso haverá mudanças em alguns ministérios. Especificamente ele citou apenas o nome do ministro do Itamarty, Ernesto Araújo.

A afirmação foi feita por Mourão em entrevista à Rádio Bandeirantes. Ele reconheceu que não tem sido consultado sobre esse tipo de assunto e disse que gostaria que o presidente Jair Bolsonaro o “utilizasse mais”.

“Acho que o presidente poderia me utilizar mais para discussão de determinados assuntos e de modo que a gente pudesse chegar às conclusões mais adequadas para as situações que temos vivido”, declarou.

Ao falar sobre uma possível reforma ministerial, Mourão disse não ter bola de cristal, e que o assunto não foi discutido com ele, mas que alguns ministros podem ser trocados, entre eles, Ernesto Araújo.

“Em um futuro próximo, depois da eleição dos novos presidentes das duas Casas do Congresso poderá ocorrer uma reorganização do governo para que seja acomodada uma nova composição política que emergir desse processo. Talvez com isso aí alguns ministros sejam trocados, entre eles, o próprio Ministério das Relações Exteriores”, disse Mourão.

A “fritura” do ministro do Itamaraty não é novidade e ganhou mais força na imprensa nas últimas semanas. Conforme o Terça Livre já analisou, Ernesto Araújo é a “pedra conservadora” no sapato da imprensa e dos militares do governo. Fontes palacianas afirmam que o ex-presidente Michel Temer é cotado para assumir o cargo.

Recentemente foi criada uma crise diplomática envolvendo insumos para vacinas contra o vírus chinês. Segundo a velha imprensa, a China queria a cabeça de Ernesto em troca do envio de insumos.

O mesmo estaria ocorrendo com relação à Índia. Segundo William Bonner, no Jornal Nacional, a forma com que o chanceler e o presidente Bolsonaro estavam tratando a diplomacia teria “minado” os interesses dos dois países no Brasil.

Menos de uma semana após a falsa crise, a Índia enviava os insumos ao Brasil e convidava Bolsonaro para o Dia da Independência e o embaixador da China sinalizava que estava tudo pronto para envio dos materiais para produção das vacinas.

Durante live na última semana, Bolsonaro negou que existisse qualquer pressão para demitir Araújo. “Quem demite ministro sou eu”, chegou a afirmar.

O mandatário, no entanto, fez a mesma afirmação sobre o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, demitido em junho do ano passado.

Sobre o Colunista

Bruna de Pieri

Bruna de Pieri

Esposa, jornalista, tupãense e católica. 23 anos.

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