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Mourão diz que não há tensão entre o governo e a Igreja na questão ambiental

Foto: RFI/Rafael Belicanta


O papa Francisco e a Igreja Católica não são inimigos do governo brasileiro. A afirmação foi do vice-presidente, Hamilton Mourão, em entrevista coletiva hoje (11) em Roma, na Itália.

O representante do Executivo Federal está na cidade para a cerimônia de canonização da beata baiana Irmã Dulce, marcada para o domingo (13).

Na cidade ocorre também o Sínodo da Amazônia, organizado pelo Vaticano, com o tema  “Novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”.

No evento representações diversas, como de indígenas e organizações da sociedade civil, criticaram a atuação do governo brasileiro no tocante à proteção do meio ambiente.

Mourão disse que não há tensão entre o governo federal e a Igreja Católica na questão ambiental. Mourão disse que vai se reunir com secretários do Papa Francisco e levar as medidas adotadas pelo Executivo, defendendo a atuação da gestão sobre a região.

“A mensagem que quero passar é que a Amazônia brasileira é brasileira. É responsabilidade nossa preservá-la e protegê-la. Não queremos ser colocados como governo da motosserra, exterminador de indígena, não respeita os direitos humanos. É responsabilidade do governo, e mais ninguém, preservar e proteger a Amazônia”, afirmou.

O vice-presidente foi questionado por jornalistas acerca de denúncias de lideranças indígenas sobre a posição do governo de não demarcar mais terras para essas populações. Mourão respondeu reiterando argumentos já apresentados pelo governo federal.

“O Brasil tem 14% do seu território de terra indígena, uma quantidade expressiva. O número de indígenas não é tão grande. O que está demarcado tem que ser protegido. Temos tido dificuldade em razão dos incidentes de queimada, garimpo ilegal. Para depois ver se é o caso de novas demarcações”, assinalou.

Mourão informou que além dos diálogos sobre o Sínodo e da cerimônia de canonização da Irmã Dulce, irá se reunir com empresas italianas e com representantes do governo italiano, tanto com o presidente, Sérgio Mattarella, quanto com o primeiro-ministro do país, Giuseppe Conte.

“Não é pura e simplesmente viagem para o evento religioso, mas ter oportunidade de dialogar com pessoas que podem auxiliar o país, investir no país e fazer parte do papel diplomático. Acredito que no próximo ano, o presidente estará aqui na Itália”, adiantou.

Sobre o Colunista

Bruna de Pieri

Bruna de Pieri

Esposa, jornalista, tupãense e católica. 23 anos.

3 Comentários

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  • Uma comitiva para assistir à beatificação da Veneranda Irmã Dulce.
    Sofreu, sim, e muito, com o ROUBO no país e principalmente no estado baiano. Deveriam a comitiva ter vergonha de assistir…
    Irmã Dulce, entre demais Santos, souberam viver na Terra sem apegos, voaram para a montanha do amor.
    ___Bendito seja Deus nos seus Anjos e Santos!

  • Eu não acredito que esse falso Papa não seja contra o Governo Bolsonaro.
    Ele é claramente um comunista!
    Não é atoa que o povinho do PT e PCdoB estão tão interessados. Eles nem mesmo são tementes à Deus. Foram para Roma tramar mais contra o Brasil junto aos Bispos vermelhos e gritar luladrão livre.

  • Errado, todo brasileiro deve estar comprometido em proteger a amazônia, não só o governo, cabe a todos. Isso sim, mas esse negócio de aquecimento global é uma mentira que, apesar de ter sido provada falsa por vários especialistas, continua gerando uma economia e continuam propagando essas ideias. Se alguém acredita nisso, é puramente baseado em autoridade.

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