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“Não cometi nenhum crime” e não tive direito à defesa, diz Bernardo Küster

bernardo kuster - leonardo boff


O site Templário de Maria noticiou ontem (6/5), a condenação do jornalista católico, Bernardo Küster, a indenizar em R$ 20 mil e dar direito de resposta ao teólogo da libertação, Leonardo Boff, representado pelo advogado João Tancredo.

A decisão condenatória foi mantida pela 1ª Turma Recursal do TJ.

Küster foi processado por insinuar que Boff teria “desviado recursos públicos no valor de R$ 13 milhões”. Na sentença, o juiz Marcelo da Costa afirma que réu, ao ser questionado, afirmou: “Eu não tenho prova nenhuma”. O juiz também destacou “a incitação ao ódio”.

Ainda na tarde de ontem, o jornalista esclareceu o episódio em um vídeo postado no canal dele no Youtube, no qual afirma categoricamente: “não cometi nenhum crime“, e que não teve direito à ampla defesa.

A assessoria jurídica de Küster emitiu também uma nota pública sobre o caso.

Recurso

Ao comentar a condenação, Bernardo alegou cerceamento de defesa, uma vez que os juízes não respeitaram a suspensão de prazos imposta pelo CNJ, na resolução 133 e o condenou sem ouvir seu advogado. Com base nisso ele informa que tomará todas as medidas cabíveis inclusive perante o CNJ contra os julgadores, e se preciso for recorrerá até a ultima instância, levando ao STF.

Veja detalhes de seu comentário:

No dia 07/04 fui intimado para me manifestar sobre interesse na designação de sustentação oral. Contudo o prazo estava suspenso por força da Resolução 133 do CNJ. Além disso, eu já havia manifestado expressamente no Recurso Inominado o interesse em realizar sustentação oral.

O Colégio Recursal simplesmente ignorou tudo isso, tanto a Resolução do CNJ quanto ao pedido anterior que eu havia feito e resolveram, em meio a pandemia, julgar o caso. Trata-se de nítido cerceamento de defesa, além de, no mínimo demonstrar que o Colégio Recursal simplesmente não leu o nosso recurso. Se tivesse lido, certamente teria verificado que, desde a interposição, havia sido requerido EXPRESSAMENTE o interesse na sustentação oral.

Não há nem palavras para expressar tamanha bizarrice e violação aos direitos de ampla defesa e contraditório.

Um recurso será interposto por Embargos Declaratórios, e tem por objetivo esclarecer vícios como a obscuridade de omissão haja vista que o pedido não foi apreciado, e mesmo assim sobreveio julgamento.

Confira a nota:

nota pública bernardo kuster

Confira o vídeo:

Sobre o Colunista

Ricardo Roveran

Ricardo Roveran

Estudante de artes, filosofia e ciências. Jornalista, crítico de arte e escritor. Escrevo por amor e nas horas vagas salvo o mundo.

Twitter: @RicardoRoveran

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