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O Partido Comunista controla a China, e não o contrário, analisa Italo Lorenzon



O analista político Italo Lorenzon, durante o programa Radar da Mídia desta segunda-feira (17), destacou a importância do Partido Comunista da China (PCCh) para o império chinês. Lorenzon afirma que o Partido Comunista controla a China, e não o contrário

“O Partido Comunista Chinês sabe que essencialmente ele não é chinês, mas não acidentalmente, o que quero dizer com isso? O partido está na China, ele comanda a China, opera na China, mas ele é marxista, antes de ser chinês ele é comunista. O seu aspecto comunista e, portanto, o seu aspecto internacionalista, está acima da circunstância nacional. É isso que é difícil para as pessoas entenderem, qual é a lógica de pensamento deles. Quando falamos em lidar com a China, não estamos falando de interesses nacionais”, apontou Italo Lorezon.

Segundo o analista político, “a fala do ditador Xi Jinping expõe de alguma forma a natureza do trabalho da China e do Partido Comunista Chinês. Esse trabalho ainda é de fundo comunista, revolucionário,  propriamente dito. Nós usamos o termo imperialismo, mas é na falta de algo melhor, porque simula as características de um imperialismo, mas na medida em que é um movimento revolucionário que se apropriou do Estado. Quase montando o Estado como se fosse um cavalo, faz com que esse Estado chinês seja imperialista. Mas é muito além do imperialismo, porque o movimento que existe na China vai além do Estado chinês, é preciso entender isso”, concluiu. 

Italo Lorenzon destacou ainda a forma como os chineses manipulam o comércio, não o exercendo com uma finalidade estrita para ganhos materiais, mas criando uma série de relações e interdependências.

“Nós estamos vendo o caso da China que, ao longo de décadas, conseguiu se arrogar o domínio sobre uma série de áreas da economia, mas como eles fizeram isso? A China tem muita gente e, com isso, muita mão de obra. Tendo muita mão de obra e zero direitos trabalhistas e sem livre mercado, pode-se oferecer mão de obra quase escrava, foi isso que ela fez por muito tempo, a população só tinha a opção de trabalhar para o Estado” apontou Lorenzon.

“O que aconteceu foi que eles conseguiram atrair várias empresas dessa maneira. Várias empresas viram como é vantajoso levar seus parques industriais para a China, mas o problema é o seguinte: se está na China, é da China, a hora em que eles quiserem falar que é deles, será deles”, concluiu o analista político.

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Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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