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O sistema eleitoral brasileiro é uma caixa-preta?



O deputado federal e vice-líder do governo de Jair Bolsonaro, José Medeiros (PODE) entrou nesta terça-feira (17), com pedido no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo investigação do contrato entre Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a empresa Oracle, responsável  pelo ‘supercomputador’ que deu pane nas eleições deste ano.

A máquina foi contratada sem licitação pelo TSE no valor R$ 26 milhões, deu pane, e atrasou em horas a divulgação dos resultados das eleições, algo que não acontecia há muitos anos.

Como já noticiou o Terça Livre, desde o ocorrido, Barroso já deu várias justificativas para o que ocorreu. Primeiro, disse que a lentidão foi causada por uma falha em um dos núcleos de processadores do supercomputador.

Depois, disse que houve ataque hacker: O atraso estaria ligado ao “aumento das medidas de segurança” adotados pelo tribunal, que chegou, foi alvo de uma tentativa de ataque hacker no domingo de manhã.

À noite, Barroso convocou entrevista coletiva para dizer que o atraso na totalização dos resultados foi devido a um problema técnico. Um dos núcleos de processadores do supercomputador, responsável pela totalização, falhou e foi preciso repará-lo.

Já na tarde desta segunda-feira (16/11), o TSE acrescentou à lista de justificativas a pandemia do vírus chinês. Houve atraso na entrega do “supercomputador” por isso, não foi possível fazer todos os testes necessários antes das eleições.

Depois, Barroso debitou na conta das “milícias digitais” o ataque hacker. Segundo ele, foi um ataque massivo vindo dos Estados Unidos, do Brasil e da Nova Zelândia na tentativa de derrubar o sistema. O presidente do TSE disse ver ‘motivação política’ nos ataques sofridos e os ligou à atuação de “milícias digitais” que “entraram imediatamente em ação tentando desacreditar o sistema” e enviou suas suspeitas à Polícia Federal.

Depois de tudo isso, quem levantou dúvidas sobre a lisura do processo eleitoral municipal foi taxado como disseminador de fake news ou de teórico da conspiração. O sistema eleitoral brasileiro seria um dogma que não pode ser questionado?

No Boletim da Manhã desta quinta-feira (19) o Sr. José Carlos Sepúlveda comentou que todos estes eventos aconteceram e ninguém sabe a razão, nem qual foi a interferência humana nestes processos.

“É absolutamente uma caixa-preta e você, cidadão comum, tem que acreditar na palavra sagrada de um ministro, porque o que ele disse não pode ser contestado embora ele tenha mudado suas versões várias vezes”, disse.

“E a uma certa altura, esse mesmo ministro, questionado por muita gente, inverte as narrativas e diz que tudo isso foi causado pelas milícias digitais, porque estão questionando o sistema”, completou Sepúlveda.

Veja mais comentários sobre o assunto no Boletim da Manhã de hoje (19/11):

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