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O sócio e o oculto na Veja

Ricardo Borges/FolhaPress


Depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou em seu Twitter uma entrevista do jornalista Allan dos Santos, a desesperada “grande imprensa” não para de espalhar desinformação e de tentar descredibilizar o trabalho do Terça Livre.

A Revista Veja, por exemplo, começou a semana noticiando que um “sócio oculto” do Terça Livre estaria na mira das investigações da Polícia Federal nos inquéritos do Supremo Tribunal Federal (STF) que apuram uma suposta “rede de propagação de notícias falsas” e “atos antidemocráticos” contra a Corte e o Congresso Nacional. O Antagonista correu para replicar a notícia.

Antes de entramos no mérito do termo “sócio oculto” utilizado pela VEJA, vale relembrar: o Terça Livre já mostrou que o ministro Alexandre de Moraes (STF) usou perícia forjada como base para o Inquérito 4828 (dos “atos antidemocráticos”).

Também já mostramos um relatório do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o qual mostra que Alexandre não tem provas de nada. Desde junho, o ministro está em posse das supostas provas colhidas na investigação de grupos que promovem “atos contra a democracia” em uma incansável busca por nada.

Ainda hoje, cinco meses depois, nada que comprove indícios de crime foi revelado. O próprio TSE chegou a pedir o compartilhamento de provas, mas o ministro alegou que não tem previsão de quando o fará.

No momento,  a PF, por ordem de Alexandre de Moraes, ouve depoimentos de pessoas que por livre e espontânea vontade colaboram com o Terça Livre por acreditar no material jornalístico produzido. Por óbvio, o intuito é o de criar um constrangimento àqueles que apoiam nosso projeto de mídia independente.

A sociedade oculta que financia o TL

“Sócio Oculto” é um mero termo técnico da prática comercial e que tanto Veja quanto o Antagonista estão utilizando de forma maliciosa para insinuar que existe algo de irregular em ser sócio oculto do Terça Livre.

Este modelo de sociedade onde existe a figura do sócio oculto é conhecido como sociedade em conta de participação ou SCP.

A SCP já constava do Código Comercial de 1850 (época do Brasil Império). É um formato de sociedade muitas vezes interpretado como contrato de gaveta, ou seja, a sociedade não é levada a registro ou personificada com a criação da firma social. Ela existe apenas entre os sócios.

Nem mesmo no código civil a figura do sócio oculto é assim expressamente nomeada, ele é chamado de sócio participante. É o artigo 991 do Código Civil.

Fonte: JusBrasil

O sócio e o oculto na Veja

Como se sabe, o Grupo Abril como a maioria das grandes empresas de mídia, passava por grande dificuldade financeira. Em 2018 foi anunciada a recuperação judicial da empresa até sua venda a um ilustre desconhecido, um advogado chamado Fábio Carvalho, por meio de sua empresa Enforce. A Enforce era controlada pela BTG Pactual.

Fábio, segundo a mídia noticiou à época, seria um investidor que tem a prática de comprar empresas em dificuldade financeira para revendê-las após reerguê-las. O grupo Abril à época da venda somava dívida de R$ 1,6 bilhão.

Mas o que muitos não sabem é que Fábio Carvalho é persona muito próxima ao banqueiro André Esteves, um dos fundadores do BTG Pactual.

Esteves é figura conhecida dos escândalos de corrupção da Era PT e foi citado em delação premiada do ex-ministro da Fazenda de Lula e da Casa Civil de Dilma, Antonio Palocci. De acordo com ele, o dono do BTG bancou R$ 5 milhões para cobrir custos da campanha da petista Dilma Rousseff à Presidência da República, em 2010.

Em 2015, Esteves chegou a ficar 23 dias preso. Mas sem provas além da menção nas conversas, a prisão de Esteves foi revertida e o caso encerrado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

E foi com o dinheiro do banqueiro investigado (e preso) por suspeita participar de esquemas de bilhões é que a revista Veja teria sido reerguida:

E os “sócios ocultos” do Terça Livre? Bruno Ayres, citado pela reportagem, nunca teve seu nome envolvido em nenhum escândalo. A relação de André Esteves com a Revista Veja, é essa sim própria para o adjetivo “sócio oculto” porque ainda pendem muitas questões não foram esclarecidas.

O que podemos perceber com isso? Um sistema de dois pesos e duas medidas, em que o mesmo STF que livra a cara de Esteves é aquele usado como tribunal de exceção para cassar a liberdade de expressão da mídia conservadora que mais cresce no país, intimidando covardemente cidadãos que apoiam esse projeto.

Enquanto isso, observe como o Terça Livre foi desmoralizado pela publicação da VEJA:

Sobre o Colunista

Bruna de Pieri

Bruna de Pieri

Esposa, jornalista, tupãense e católica. 23 anos.

6 Comentários

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  • Continuem contando com o apoio daqueles que não têm rédias. Obrigado por nos informar corretamente e se depender de mim todo dia falarei dos senhores em meu círculo de amizades, que não é pequeno. Vou pulverizar esse site como nunca. A esquerda derrete…

  • como estamos vivendo em um pais aonde as forças armada…vive na moita e acovardada…o STF usa a PF para fazer terrorismo com Homens e Mulheres de Bem…assim esta vivendo os Brasileiros…eles do STF soltam marginais de altissima periculosidade e querem nos prender….até de pensar diferente deles. STF voces nos envergonham como nação livre !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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