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OAB quer intimidar colégio que criticou identidade de gênero



 

A Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) declarou na última quinta-feira (1º) que vai examinar quais ações serão tomadas contra o Colégio Batista Getsêmani, localizado em Belo Horizonte, que publicou um vídeo com críticas à ideologia de gênero. Para a OAB, a publicação feita pelo colégio no último dia 28 de junho promove o discurso de ódio.

O presidente da Comissão de Diversidade da OAB,  Alexandre Bahia, alegou que o conteúdo do vídeo “vai na contramão de direitos já alcançados e extrapola o direito à liberdade religiosa”.

“Me parece que isso resvala de um discurso religioso para um discurso de ódio. A comissão vai se reunir e ver quais medidas podem ser tomadas, desde uma ação cível, uma ação civil pública, por exemplo, de danos morais coletivos, até eventualmente fazer uma denúncia ao Ministério Público para eventual ação penal de racismo“, declarou Alexandre Bahia.

No vídeo divulgado pela instituição de ensino, crianças aparecem afirmando que são meninas ou meninos e que a ideologia de gênero veio para confundir essa realidade. Na gravação, as crianças ainda se juntam para afirmar que “a nossa resposta contra a ideologia de gênero é: meu Deus nunca erra!”.

A escola informou que a iniciativa foi uma resposta ao vídeo que circulou na internet promovido pela rede Bruger King. No vídeo da rede de fast food, crianças aparecem ensinando o que é o grupo LGBTQIA+.

O professor Felipe Nery ressaltou durante o Boletim da Noite de segunda-feira (5) a fala de Alexandre Bahia, que apontou o posicionamento da escola mineira como “discurso de ódio”.

Segundo o professor, as tentativas de implementação da ideologia começam justamente pela deturpação da linguagem, como tentou alegar o próprio presidente da OAB.

“Parece que realmente eles estão querendo resguardar o bem dos demais”, disse Felipe Nery, apontando logo em seguida o verdadeiro discurso de ódio propagado por autores defensores da ideologia de gênero, como Shulamith Firestone e Judith Butler, sendo claros ao defender “que todo o processo para conseguir essa transformação, será essa tomada de poder pela linguagem”.

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Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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