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Omar Aziz nega convocação de Carlos Gabas na CPI da Covid

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado


O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD/AM) negou o pedido do senador Eduardo Girão (Podemos/CE) para votar requerimento que pedia a convocação de Carlos Gabas, diretor-geral do Consórcio Nordeste e do ex-presidente da entidade, governador Rui Costa, da Bahia.

Enquanto falava sobre o requerimento, o senador Girão foi interrompido por Omar Aziz, que afirmou que o pedido estava indeferido e não permitiu que o senador concluísse sua fala, passando a atacá-lo, acusando-o de ser “oportunista” e de não entender “patavinas de saúde”.

O presidente da CPI justificou que o presidente do Consórcio atualmente é o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), e, que por isso, Gabas não deveria ser convocado.

Entretanto, foi sob a gestão de Gabas que o Consórcio comprou 300 respiradores pela cifra de quase R$ 50 milhões de reais da Hempcare, empresa que atuava no ramo de derivados da maconha.

Os equipamentos viriam da China, e a empresa seria responsável apenas por garantir a entrega. Os equipamentos não foram entregues e o dinheiro investido também não voltou aos cofres públicos, resultando na Operação Ragnarok, do governo baiano.

Três pessoas foram presas: Cristiana Prestes, dona da Hempcare,; seu sócio, Luiz Henrique Ramos; e Paulo de Tarso, dono da empresa Biogeoenergy, que se tornou fornecedor substituto depois que Prestes decidiu não entregar os equipamentos.

Carlos Gabas já foi ministro e secretário da Previdência Social e ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil nos governos Lula e Dilma, e foi alvo de busca e apreensão em 2016 na Lava Jato.

O assunto foi tema de comentários durante o Boletim da Manhã desta quinta-feira (27). “Quando o Omar Aziz usa esse tipo de argumento para não chamar o Gabas, embora não seja, ele se faz de burro, porque acha que nós somos. Se esse argumento vale para não chamar o Gabas, também valeria para não chamar Pazuello, Mandetta, Nelson Teich, porque nenhum deles é mais ministro da Saúde. No entanto, eles estão lá convocados na posição de ex-ministros da Saúde. Portanto, esse argumento não cabe de maneira nenhuma”, avaliou o analista político, Italo Lorenzon.

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