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Operação investiga crimes supostamente intermediados por ex-tesoureiro do PT



A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (11) a Operação Pseudeia que cumpriu cinco mandados de busca e apreensão no estado de São Paulo.

As medidas desta 80ª fase da Operação Lava Jato, são decorrentes da continuidade dos trabalhos investigativos da Polícia Federal e Ministério Público Federal (MPF).

A ação não teve os nomes de seus investigados divulgados.

O portal Uol, no entanto, afirmou que esta operação é “um desdobramento da Operação Acarajé (23ª fase), que investigou o marqueteiro do PT (Partido dos Trabalhadores), João Santana, por suposto recebimento de propina de empreiteiras.”

Serão bloqueados e sequestrados agora os valores no limite dos prejuízos identificados, que até o momento somam mais de R$ 5 milhões.

Conforme afirmou a Comunicação Social da Polícia Federal em Curitiba-PR, foi comprovado na investigação “dentre diversos fatos criminosos, que um representante de estaleiro estrangeiro, além de ter efetuado pagamentos ilícitos no exterior para agentes públicos e marqueteiros políticos, tinha realizado transferências a outros indivíduos até então não identificados.”

Segundo as apurações, em 2013 foram efetuados pagamentos na ordem de um milhão de dólares para indivíduo até então ‘não qualificado’.

O representante de um estaleiro estrangeiro fechou um acordo com o Ministério Público Federal (MPF) o que permitiu a identificação do indivíduo beneficiário dos valores.

“Os pagamentos foram feitos a partir de solicitação de vantagem feita pelo tesoureiro do partido político que formava o então Governo Federal”, afirmou a PF.

Uma operação da 9ª fase ostensiva da lava jato, a OPERAÇÃO MY WAY, já havia confirmado a “existência de mensagens que comprovavam o relacionamento entre o investigado e o colaborador.”

“Os vínculos entre os dois e deles com o tesoureiro do partido político também foram reforçados com dados de ligações telefônicas obtidas anteriormente com base em decisão judicial”, completou a Policia Federal.

As investigação do MPF e da Polícia Federal ainda pretende esclarecer os motivos de diversas transferências bancárias no exterior que não foram identificadas em benefício do ‘investigado’, apontar os motivos pelos quais ele foi beneficiado por pedido do tesoureiro do PT e ainda apurar e rastrear “a destinação dos valores que foram internados irregularmente no Brasil com o uso de doleiros.”

O investigado responderá pela prática dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção, dentre outros contra o sistema financeiro nacional cometidos em parceria com corruptos ligados ao Partido dos Trabalhadores.

Com informações: Comunicação Social da Polícia Federal em Curitiba-PR.

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