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Operação investiga esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no setor farmacêutico



O Ministério Público de São Paulo, a Receita Federal e Secretaria Estadual da Fazenda deflagraram nessa quinta-feira (1/9) uma operação contra um esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro envolvendo cinco grandes distribuidoras de medicamentos.

A investigação aponta que as fraudes causaram um prejuízo de R$ 10 bilhões aos cofres públicos nos últimos seis anos.

Além das cinco distribuidoras, duas redes varejistas e uma associação nacional de distribuidoras de remédios são alvos da operação.

Na residência de um dos alvos, dono de uma rede de farmácias, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, a polícia encontrou R$ 8 milhões em dinheiro vivo guardado em quatro gavetas de um armário.

Foram cumpridos 88 mandados de busca e apreensão em empresas e na residência de pessoas ligadas ao esquema na capital paulista, em cidades da Grande São Paulo e nas regiões de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Marília, Piracicaba e Campinas.

Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos estados de Goiás e Minas Gerais. A Justiça determinou o sequestro de 17 imóveis.

Segundo o MP, a investigação começou em 2017 com a deflagração da 1ª fase da Operação Monte Cristo, que tinha como alvo a rede de farmácias Farma Conde, com lojas na região do Vale do Paraíba.

Na ocasião, foram assinados acordos de colaboração premiada com alguns dos investigados, que renderam confissões e pagamentos de débitos fiscais estaduais e federais no valor de R$ 340 milhões.

“Essas cinco empresas estão tirando o dinheiro das pessoas e não estão repassando para quem tem que repassar, e ainda estão lavando dinheiro, tentando transformá-lo em um dinheiro limpo, não pagando impostos”, comentou Will Rauber no Boletim da Manhã.

“Isso só mostra que nós não temos corrupção, mas temos um Estado completamente corrompido. Temos uma máquina oligárquica que corrompe o país, corrompe todas as instituições, corrompe todos os mecanismos de governo, corrompe todos os mecanismos administrativos; e em todas as instâncias isso existe, com gastos de bilhões de reais”, comentou José Carlos Sepúlveda.

“Agora, não se esqueça que esse dinheiro é roubado dos impostos. Então o Brasil tem, sim, a capacidade de ter uma economia super pujante e efetivamente livre, se os proprietários não tivessem toda a gigantesca carga do Estado – imposto e burocracia – em cima de si”, acrescentou Sepúlveda. “Isso é uma máquina podre, onde massacra o cidadão comum”, concluiu.

Com informações, G1

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Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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