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Operação prende stalker que ameaçava juíza Ludmila Lins Grilo



Foi deflagrada neste sábado (20) a operação DeLorean Stalker, pela Polícia Civil de Unaí-MG, que tinha como objetivo a busca, apreensão e prisão do advogado Adriano Leme Ike.

Segundo informações, Adriano vinha há meses ameaçando e tentando extorquir a juíza Ludmila Lins Grilo, da Vara Criminal e da Infância e da Juventude de Unaí, Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

O advogado é investigado pelo crime de extorsão.

A operação foi desencadeada pela polícia civil de Unaí, liderada pela Delegada de Polícia Dra. Gabriela Mol, e contou com a colaboração da polícia civil do Paraná, uma vez que o criminoso, Adriano Leme Ike, residia em Paranaguá.

A operação foi batizada de “DeLorean Stalker” fazendo referência ao carro DeLoreando filme “De Volta para o Futuro” e stalking é o termo em inglês que designa a prática de perseguição obsessiva.

Conforme as informações obtidas pelo Terça Livre, o nome da operação foi designado, pois, as ameaças a juíza eram feitas através de mensagens onde Adriano dizia a conhecer de outras vidas, mesmo sem Ludmila o conhecer.

O advogado ainda tentou extorquir inicialmente em R$500 mil, passando depois a R$ 1 milhão. As alegações para o crime era de que a juíza, em outras vidas, teria sido “perversa”com Adriano e teria então que o reparar, com o valor, por danos morais.

Ludmila Lins Grillo, no entanto, afirmou nunca ter tido contato com o autor da perseguição.

“Por meses, recebi ameaças de morte, muitas sob a forma de versículos bíblicos, chegando a dizer a ela que eu teria uma morte dolorosa como a de Jezebel, com pedaços jogados aos cães”, denunciou a juíza.

A denúncia aponta ainda que em dezembro de 2019, o stalker conseguiu o endereço, dados pessoais e o telefone de Ludmila, o que fez com que a perseguição ganhasse um tom ainda mais ameaçador.

“O advogado fazia concursos públicos, e fantasiava que eu o conhecia e tinha inveja dele, além de fantasiar situações de perversidade e promiscuidade me envolvendo, e dizia que o dinheiro que me cobrava seria para que eu reparasse em vida as perversidades que eu havia feito com ele em outras vidas. As mensagens eram muito frequentes, às vezes longuíssimas, e muitas vezes várias em um único dia, sempre em tom apocalíptico.”

Em dezembro de 2020 foi aprovado no Brasil um projeto de lei que criminaliza a prática de perseguição obsessiva ou stalking.

A pena pelo crime pode ir de um a quatro anos de reclusão e multa, podendo ainda ser aumentado se o ato for cometido contra mulheres, crianças, adolescentes ou idosos ou ainda se os criminoso agir em grupo ou fazer o uso de armas.

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