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OTAN endurece postura contra China

© Laurent Dubrule/EPA/Agência Lusa


A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) classificou nessa segunda-feira (14) o Regime Comunista Chinês e seu domínio militar como um dos grandes desafios da segurança mundial.

De acordo com o jornal norte-americano The Epoch Times, a aliança também estabeleceu uma nova linha de defesa contra o risco de ataques cibernéticos, tendo em vista o número crescente de incidentes e ataques originados em muitas ocasiões em território russo. 

Radar da Mídia: A propaganda chinesa de impacto social.

A OTAN é uma aliança formada por 30 países e tem sua sede em Bruxelas, na Bélgica.

Essa pode ser a primeira vez que a OTAN se posiciona sobre a crescente ambição militar do regime ditador chinês.

“As ambições declaradas e o comportamento assertivo da China apresentam desafios sistêmicos à ordem internacional baseada em regras e às áreas relevantes para a segurança de alianças”, diz um trecho do comunicado da cúpula.

O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, disse que a crescente presença militar da China, do Báltico à África, significa que a OTAN com armas nucleares precisa estar preparada.

“A China está se aproximando de nós. Nós os vemos no ciberespaço, vemos a China na África, mas também vemos a China investindo pesadamente em nossa própria infraestrutura crítica”, disse o secretário, em uma referência a portos e redes de telecomunicações. “Precisamos responder juntos como uma aliança”, disse.

O assunto esteve na pauta do Radar da Mídia dessa segunda-feira (14) e foi comentado pelos analistas políticos José Carlos Sepúlveda e Paulo Figueiredo.

Sepúlveda relembrou analises já feitas nos programas do Terça Livre sobre o novo “conceito de guerra”, em que é evidente que no cenário atual não existem somente “guerras convencionais” e sim guerras em diversos campos, como da comunicação, cultura, educação e economia.

“Quando vejo essa expressão de uma ameaça sistêmica, eu acredito que essa ameaça passa por muitas coisas, inclusive por coisas que nós já falamos aqui, que é a ofensiva da China em comprar jornalistas e redações de jornais pelo mundo, para dar uma limpeza na sua imagem”, pontuou José Carlos Sepúlveda.

“Tudo isso mostra como abriram espaço para a China chegar até essa posição, que agora é uma ameaça sistêmica. O curioso é que muitos países que fazem parte da OTAN consideravam as relações com a China pragmáticas”, disse.

O jornalista Paulo Figueiredo relembrou a ideia inicial da OTAN e o quanto isso foi modificado com o tempo e como a presença dos Estados Unidos na aliança provocou uma dependência militar dos outros países aos militares norte-americanos.

“Quando o Donald Trump se elegeu, ele percebeu que os países da Europa, os outros membros da OTAN, estavam gastando muito menos do que dois por cento, que eram acordados. Dois por cento do PIB de cada país que deveriam ser investidos em gastos militares. Alguns membros estavam preferindo gastar em outra coisa, medidas sociais, infraestrutura, gastos governamentais, como o funcionalismo público, enquanto os Estados Unidos estavam bancando, de fato, a segurança dos países europeus”, pontuou Figueiredo.

O jornalista ressaltou ainda que a posição atual da Organização do Tratado do Atlântico Norte veio depois de ações tomadas pelo governo Trump  para reorientar as forças armadas dos Estados Unidos, que provocou mudanças nos outros países membros.

Os analistas do Terça Livre ainda evidenciaram que as ações da China, por meio de ‘guerras não convencionais’, já vem sendo estabelecida há muitos anos, o que permitiu o desenvolvimento do poder Regime Comunista no mundo por meio do descumprimento de diversas regras e tratados internacionais.

ASSISTA ÀS ANÁLISES COMPLETAS NO RADAR DA MÍDIA:

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