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Para desafiar os EUA, China assina acordo econômico e de segurança com Irã



A China e o Irã, conforme informou a estatal chinesa CGTV no último sábado (27), assinaram um acordo de “parceria estratégica”, através do qual ambos os países cooperariam para desafiar os Estados Unidos em questões de política, economia e segurança.

Já a mídia iraniana Tasnim informou que o acordo também inclui questões judiciárias, de defesa, humanas e culturais, regionais e internacionais.

Ainda em agosto de 2020, a China apresentou indícios de que iria investir em telecomunicações, energia nuclear, portos e ferrovias do Irã, e receberia um suplemento estável de petróleo e gás do Irã.

Em outubro de 2020, o governo dos EUA impôs sanções ao setor de petróleo do Irã, por apoiar a Força Quds – uma força paramilitar estrangeira e de espionagem na região.

No entanto, a China continua comprando petróleo do Irã. O embaixador chinês no Irã, Chang Hua, disse que a China é o único país que compra petróleo da República Islâmica, e apontou que Pequim não mudaria a política no futuro.

A mídia estatal chinesa Beijing News chegou a dizer que “os responsáveis dos problemas externos da China e do Irã são os mesmos, que são os grandes países ocidentais liderados pelos Estados Unidos”.

“O mundo passou por grandes mudanças, mas os EUA e seus aliados ocidentais ainda vivem dos velhos sonhos”, acrescentou a estatal Beijing News.

Em 27 de março, o presidente iraniano Hassan Rouhani ressaltou ao ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, que a cooperação de Irã-China apoiaria o Irã contra as possíveis sanções unilaterais dos EUA.

Insatisfeito com as constantes medidas autoritárias em seu país, o povo iraniano iniciou uma campanha no Twitter para se opor ao PCCh. Uma foto com a nota “China, saia do Irã” é amplamente divulgada entre os iranianos.

“A República Islâmica transferiu o controle de muitas cidades e do Golfo Pérsico para o regime chinês apenas para sua própria sobrevivência, o que é mais vergonhoso do que vender seu território”, apontou um dos comentários no Twitter. “O regime chinês deve deixar o Irã”, acrescentou.

O acordo de parceria estratégica Irã-China faz parte da Iniciativa Belt and Road (BRI) da China, de acordo com a estatal chinesa CGTV. Essa iniciativa faz parte de uma das ações do PCCh – construir influência global liderando projetos – para derrotar os EUA e se tornar uma superpotência até 2049.

BRI, anteriormente conhecido como One Belt One Road, é uma estratégia de investimento global maciça, lançado pelo PCCh em 2013, com o objetivo de reforçar sua influência econômica e política na Ásia, Europa, África e América do Sul. O projeto envolve investimentos em projetos de infraestrutura e recursos naturais nos países.

Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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