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Pentágono nomeia 9 novas empresas chinesas que possuem laços com militares chineses



Nesta quinta-feira (14), o Departamento de Defesa dos EUA acrescentou nove empresas chinesas a uma lista crescente de empresas que possuem laços com militares do Partido Comunista da China (PCCh).

Entre as nove empresas estavam a fabricante de celulares Xiaomi, a fabricante de equipamentos de semicondutores Advanced Micro-Fabrication Equipment (AMEC), a designer de chips GOWIN Semiconductor, a estatal China National Aviation Holding e a fabricante de aeronaves Commercial Aircraft Corporation of China (Comac), informou o Pentágono.

Com os últimos acréscimos, os Estados Unidos classificaram um total de 44 empresas chinesas que possuem ligação com o Exército chinês, formalmente conhecido como Exército de Libertação do Povo.

No ano passado, 35 empresas chinesas foram listadas, incluindo a gigante das telecomunicações Huawei, a fabricante de chips de semicondutores SMIC, a empreiteira de defesa AVIC, a fabricante de vagões ferroviários CRRC e a fabricante de câmeras de vigilância Hikvision.

Todas essas empresas estão agora sujeitas a uma nova proibição de investimento, exigindo que os investidores dos EUA se desfaçam de seus títulos das empresas chinesas contidas na lista até 11 de novembro de 2021.

“O Departamento está determinado a destacar e combater a estratégia de desenvolvimento da fusão civil-militar da República Popular da China (RPC)”, declarou o Pentágono no comunicado à imprensa.

Essa estratégia “apoia as metas de modernização do Exército de Libertação do Povo (PLA), garantindo seu acesso a tecnologias avançadas e conhecimentos adquiridos e desenvolvidos até mesmo por empresas, universidades e programas de pesquisa”, acrescentou o Pentágono.

O governo Trump alertou repetidamente sobre os esforços do Partido Comunista Chinês (PCC) para alavancar essa estratégia para adquirir propriedade intelectual dos EUA. A estratégia agora é supervisionada por uma agência governamental chinesa chamada Comissão Central para o Desenvolvimento da Fusão Militar-Civil, criada em 2017.

“O PCCh está implementando essa estratégia, não apenas por meio de seus próprios esforços de pesquisa e desenvolvimento, mas também adquirindo e desviando as tecnologias de ponta do mundo – inclusive por meio de roubo – para alcançar o domínio militar”, descreve o Departamento de Estado dos EUA.

Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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