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PF faz Operação contra desvio de recursos da saúde no Maranhão



A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (03) a Operação Recôndito que investiga suposto sobrepreço em contratos firmados pela Secretaria Municipal de Saúde de Imperatriz (SEMU) e fraude em procedimentos licitatórios com recursos federais que deveriam ser destinados no combate ao coronavírus.

Na fase de hoje foram cumpridos 7 mandados de busca e apreensão na cidade de Imperatriz, no Maranhão.

As fraudes teriam sido cometidas em 2020.

De acordo com a PF um monitoramento, em licitações e contratos, feito pelo Ministério Público do Estado do Maranhão (MP-MA) e Ministério Público Federal (MPF) deu início as investigações da Operação.

“A Polícia Federal identificou diversos indícios de fraude em processo de dispensa de licitação que culminou com a contratação de empresa de fachada, integrada por sócios laranjas, que foram beneficiados em contrato que tinha por objeto o fornecimento de refeições para atender demanda do Centro Municipal de Tratamento do COVID-19”, afirmou  assessoria da PF.

Caso sejam confirmadas as irregularidades, os alvos da Operação Recôndito poderão responder pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e “outras infrações penais.”

O prefeito reeleito de Imperatriz, Assis Ramos (DEM), publicou uma nota esclarecendo as acusações.

Segundo Ramos, com o processo de urgência de medidas diante da crise provocada pelo coronavírus, foi “impossível auditar, sem atrasar o essencial (…), documento por documento de uma por uma das contratações”, mas que “é possível que um ou outro fornecedor possa ter falhado, deliberadamente ou não.”

“Dentro do caráter emergencial imposto pela pandemia, procurou-se fazer tudo, absolutamente tudo, dentro dos parâmetros legais”, declarou.

Ele ainda acionou um sistema de auditoria do município para apurar as acusações.

Assis assumiu nos últimos dias a coordenação de uma “força-tarefa intermunicipal” para aquisição de vacinas através da Associação de Municípios da Região Tocantina e Sul (Amirts).

Essa é a segunda Operação que a Polícia Federal deflagra nesta semana no Maranhão para investigar fraudes relacionadas as ações tomadas durante a crise do coronavírus.

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