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PF faz operação contra desvios na Saúde do Amazonas



A Polícia Federal (PF) realizou  nesta quarta-feira (2) a Operação Sangria, com o objetivo de combater desvios na saúde pública do Amazonas. O principal alvo da operação foi o governador do estado, Wilson Lima (PSC). Foram cumpridos ainda 25 mandados judiciais expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), 19 de busca e apreensão e seis de prisão.

A PF tinha como objetivo apurar possíveis fraudes em licitações e desvios de recursos públicos na contratação de empresas para o atendimento de pacientes durante a pandemia do vírus chinês. Segundo a PF, o valor dos desvios chega a R$ 23 milhões.

Após solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR), a ação foi autorizada pelo ministro do STJ Francisco Falcão. A PGR apurava irregularidades na contratação de um estabelecimento privado, o Hospital Nilton Lins, para receber pacientes com Covid-19, pelo valor de R$ 2,6 milhões para três meses de funcionamento. “Houve não apenas diversas irregularidades relativas à contratação em si, bem como a prática de superfaturamento mediante o pagamento por serviços não prestados”, explicou a subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, no pedido de buscas.

O ministro Francisco Falcão, em sua decisão para autorizar a quarta fase da Operação Sangria, classificou como “impressionante” o fato do grupo criminoso continuar atuando mesmo após a primeira fase da operação no ano passado.

Segundo informações apuradas pela PF, Wilson Lima teria direcionado a contratação do hospital privado sem observar os requisitos legais, além de possível superfaturamento na aquisição de material para a estrutura temporária do hospital.

Atualmente o governador se encontra na mira da CPI da Covid e foi convocado para prestar depoimento sobre o assunto.

PF é recebida com tiros

Em uma das buscas e apreensões na quarta fase da Operação Sangria, a Polícia Federal foi recebida com tiros por um dos alvos da operação no Amazonas. Ao cumprir o mandado contra o empresário Nilton Costa Lins Júnior, a PF foi recebida com tiros disparados pelo filho do empresário.

“Foi uma situação bastante constrangedora e perigosa lá em Manaus”, afirmou Lindôra Araújo, no início da sessão do STJ sobre o caso. “É a primeira vez que vejo, em 30 anos, alguém receber a tiros uma operação de busca e apreensão e achei por bem comunicar à Corte”, acrescentou. A subprocuradora também informou ao STJ que o secretário de Saúde do estado, Marcellus Campêlo, está foragido.

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Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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