fbpx

Piloto interceptado pela FAB com meia tonelada de cocaína estava solto por decisão do STF



Nélio Alves de Oliveira, piloto de avião que carregava 489 quilos de cocaína e que foi interceptado no último domingo (2) pela Força Aérea Brasileira (FAB), estava em liberdade graças a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o site Campo Grande News, condenado a 21 anos e oito meses de prisão por tráfico internacional de cocaína em 2014, o piloto estava em liberdade desde dezembro de 2018 devido a um habeas corpus concedido pelo ministro Ricardo Lewandowski.

Na decisão, o ministro entendeu que o traficante deveria aguardar em liberdade até o “trânsito em julgado”, ou seja, até se esgotarem todas as possibilidades de recurso contra a pena determinada em 2014 pelo então juiz federal Odilon de Oliveira.

Nélio de Oliveira pilotava o avião que fez pouso forçado em uma lavoura de cana de açúcar no município de Ivinhema após ser perseguido por caças e helicópteros da FAB no domingo.

Dentro do avião, além da cocaína pura, também foram encontrados 30 quilos de pasta-base de cocaína.

Nélio e o co-piloto, Júlio César Lima Benitez, 41, foram localizados pela Força Tática da Polícia Militar escondidos em uma reserva de mata perto do local do pouso. Os dois foram levados para a Polícia Federal em Dourados, onde estão presos.

Com 70 anos de idade, Nélio foi vereador no início da década de 80 em Ponta Porã, período em que presidiu a Câmara de Vereadores. Também foi vice-prefeito da cidade na chapa de Carlos Fróes, eleito em 1988.

Ele havia sido condenado em 2014 junto com o então chefão do crime na fronteira, Jorge Rafaat Toumani, executado a tiros de metralhadora antiaérea em junho de 2016, em Pedro Juan Caballero.

Carlos Roberto da Silva também foi condenado na mesma sentença e, a exemplo de Nélio, acabou beneficiado pelo habeas corpus de Ricardo Lewandovski.

De acordo com investigações da Polícia Federal, além de trabalhar para a organização de Rafaat, Nélio de Oliveira integrava a quadrilha de Luiz Carlos da Rocha, o “Cabeça Branca”, apontado como um dos maiores traficantes de cocaína da América do Sul.

Depois de três décadas fugindo das polícias brasileira e paraguaia, “Cabeça Branca” foi preso no dia 1º de julho de 2017 em Sorriso (MT), onde vivia como pessoa comum após várias cirurgias plásticas. Atualmente, ele cumpre pena no Presídio Federal em Catanduvas (PR).

Informações: Campo Grande News

O assunto foi comentado no Boletim da Manhã do Terça Livre desta Terça Feira (4):

Colunistas

avatar for Juliana GurgelJuliana Gurgel

Católica, produtora, doutora em artes da cena, professora e aikidoista.

avatar for Paulo FernandoPaulo Fernando

Advogado, professor de Direito Constitucional e Eleitoral para concu...

avatar for Polibio BragaPolibio Braga

Políbio Braga é um jornalista e escritor brasileiro. Nascido em S...

Achou algum erro na matéria? Nos informe através do formulário abaixo: