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Preço dos alimentos dispara e atinge o maior patamar desde 2011



Os preços mundiais dos alimentos aumentaram cerca de 40% em um ano, segundo dados da agência da ONU para a Agricultura e a Alimentação (FAO) divulgados nesta quinta-feira (3). Com isso, o preço dos alimentos atinge o maior patamar desde setembro de 2011. 

O Índice de Preços de Alimentos atingiu a média de 127,1 pontos em maio de 2021, 4,8% a mais que no mês anterior e 39,7% a mais que em maio do ano passado. Esta é a 12ª alta mensal consecutiva. 

A ONU explica que a disparada dos preços foi puxada pelos óleos vegetais, açúcar e cereais, além das carnes e laticínios. Os preços dos grãos subiram 6% em maio e abril, impulsionados pela alta de 8,8% no preço do milho em um mês, atrelada às perspectivas de produção no Brasil.

Especificamente no Brasil, a ONU detalha que “a preocupação com as colheitas reduzidas de cana-de-açúcar no Brasil elevou o preço do produto em até 6,8%, ainda que o aumento de produção na Índia tenha ajudado a atender a demanda”. O Brasil é o maior exportador de açúcar do mundo.

O preço da carne também continua subindo. “Em abril, ela ficou 2,2% mais cara após a China aumentar suas importações, assim como a demanda interna por aves e carne de porco nas maiores regiões produtoras”, aponta o relatório.

Os derivados do leite também subiram 1,8% em maio, com uma média de 28% acima do patamar de um ano atrás.

O assunto foi tema de comentários durante o Boletim da Manhã desta sexta-feira (4). O economista Ubiratan Iorio alertou para uma política expansionista irresponsável dos gastos do governo com moeda e crédito como jamais visto antes.

“Quando você vê o que os governos no mundo inteiro vêm fazendo na área fiscal e monetária, você olha para a frente e só pode enxergar uma crise, uma grande bolha. Não é possível continuar com esse expansionismo irresponsável dos gastos do governo e essa expansão de moeda e de crédito como jamais se viu”, avaliou.

“Isso, durante algum tempo, pode estimular a economia, ajudar a vencer a crise da Covid, a pandemia. Mas, mais cedo ou mais tarde, isso vai resultar em inflação e desemprego. Esses aumentos de preço [dos alimentos], na verdade, ao meu ver, já refletem essa inflação”, acrescentou o economista.  

Ainda de acordo com Ubiratan Iorio, o governo enviou bilhões a estados e municípios e, se não houvesse a pandemia, o dinheiro teria uma aplicação mais eficiente.

“Mas, apesar da pandemia, nossa economia no ano passado caiu apenas pouco mais de 4%, quando a estimativa era de cair até 11%. Apesar disso tudo, a economia ainda se move”, comentou. 

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