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Presidente Putin declara que a Rússia não irá ceder a intimidações de Biden



O presidente da Rússia, Vladimir Putin, deu uma dura declaração na quarta-feira (21) durante uma fala às duas Câmaras do Parlamento do país, em seu discurso anual sobre o Estado da União.

“Os responsáveis ​​por quaisquer provocações contra nossos interesses de segurança vão se arrepender como há muito não se arrependem”, declarou o político comunista.

Apesar de não mencionar claramente o Governo dos Estados Unidos, a declaração foi vista como um alerta ao presidente Joe Biden.

“Se alguém interpreta nossas boas intenções como indiferença ou fraqueza e está disposto a cruzar uma ‘linha vermelha’, deve saber que a resposta da Rússia será assimétrica, rápida e dura (…) Espero que ninguém pense em cruzar a ‘linha vermelha’ com a Rússia”, disse.

Segundo o chefe de Estado, a Rússia pretende ter boas relações com todas as nações, no entanto, não cederá a intimidações externas.

O discurso severo vem de encontro a um pedido de explicações feito pelo Governo Biden diante dos recentes relatos da presença militar russa na fronteira com a Ucrânia.

Conforme o Terça Livre noticiou, no último dia 5 o governo dos EUA pediu que a Rússia explicasse as movimentações militares.

Na fala ao Parlamento, o presidente da Rússia declarou que as ameaças contra seu país não vão funcionar.

O assunto foi tema do Boletim da Noite dessa quinta-feira (22). O jornalista e correspondente internacional do Terça Livre Allan dos Santos analisou o cenário político mundial.

“Existem, hoje, no que se pode mapear, três blocos de poder – no mundo ,e em alguns momentos eles atuam em conjunto, e em outros não. Esses blocos são: o bloco sino soviético, Rússia e China, o bloco islâmico, do Grande Califado, e o bloco dos globalistas. Daqueles que têm poder para fazer algo no mundo, limitam-se a esses três grupos”, disse o jornalista, ao explicar como funcionam os meios de ação desses poderes mundiais para tomar territórios e garantir sua soberania.

“(…) O que Putin está fazendo neste momento é parecer para o mundo como um homem religioso, conservador, gente boa, preocupado com a soberania nacional etc. Enquanto ele está fazendo isso, está invadindo a Ucrânia, invadiu a Geórgia, ninguém falou nada, tomou a Crimeia para si, ninguém falou nada. Agora ele está tomando aos poucos a Ucrânia, que não sei quanto tempo conseguirá existir como país, enquanto o Putin estiver no poder”, completou.

Já o jornalista e analista político Italo Lorenzon relembrou o poder dos quais o presidente da Rússia possui total controle.

“É importante lembrar que o Putin tem duas coisas: meios de ação e paciência, nas mãos de um psicopata isso é perigosíssimo. É importante a gente lembrar sempre, o tempo todo, que Putin pode estar brigando com Biden, pode estar brigando com as Big Techs, ele pode estar até se aproximando do Bolsonaro, em certo sentido, mas o Putin é o Putin, ele não deixou de ser quem ele é, ele continua sendo um membro da KGB”, disse Lorenzon ao pontuar que essa é a vantagem de uma ditadura em relação as democracias.

No início do mês de abril o ditador russo assinou uma nova lei que o permite continuar no Poder do país até 2036.

ASSISTA AO BOLETIM DA NOITE DESSA QUINTA-FEIRA (22):

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