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Valter Campanato/Agência Brasil

Primeiro-ministro afasta possibilidade de remodelar governo após resultado das eleições em Portugal



 

Após o Partido Socialista obter a maior parte dos votos nas eleições municipais portuguesas, o primeiro-ministro António Costa afirmou que não pretende realizar nenhum remodelamento em seu governo. Ele é membro da agremiação, por onde exerceu o cargo de presidente da Câmara de Lisboa, equivalente ao posto de prefeito aqui no Brasil.

Apesar de ter sido o partido mais votado no pleito geral, o resultado é inferior ao registrado nas últimas eleições autárquicas, em 2017. O segundo partido mais votado foi o Partido Social Democrata, que embora não tenha superado os socialistas, se aproximou em número de Câmaras.

“Pensei que essa questão sobre a remodelação tinha ficado esclarecida e ultrapassada em julho. Não está nenhuma remodelação prevista. A única remodelação é a remodelação dos autarcas, uns porque já não se podiam recandidatar, outros porque os eleitores não renovaram a sua confiança”, afirmou Costa há algumas semanas.

O Partido Socialista obteve 34,4% dos votos, conquistando 147 municípios em Portugal. Em segundo ficou o PSD, que obteve 24% por si ou em parceria com o CDS-PP. O Partido Comunista ficou em terceiro lugar com 8,2% e o Bloco de Esquerda conquistou 2,8%. O Partido Chega, à direita, alcançou apenas 4,2% dos votos e ficou sem o governo de nenhum município.

O analista político José Carlos Sepúlveda, que é português, destacou em seu comentário no Radar da Mídia dessa segunda-feira (27) o porquê do Partido Socialista não ter se agradado com o resultado, mesmo tendo maioria de votos no pleito geral.

“As eleições que aconteceram neste final de semana foram as municipais, chamadas em Portugal de autárquicas. Visto assim, parece uma vitória socialista, porque o Partido Socialista que comanda o país em um governo parlamentar. […] Mas, na verdade, o Partido Socialista teve um baque, porque perdeu a principal prefeitura, que seria a de Lisboa e também outras, Coimbra, várias cidades importantes. Eles diminuíram o seu número de prefeituras”, destacou.

 

Sobre o Colunista

Italo Toni Bianchi

Ítalo Toni Bianchi, membro do Movimento Conservador, bacharel em teologia pelo Seminário Teológico Batista Nacional Enéas Tognini. Músico percussionista, leitor, preletor e jornalista do portal Terça Livre.

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