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Procuradora que distorceu palavras de Allan dos Santos também denunciou Filipe Martins por ‘gesto racista’



 

A procuradora da República Melina Castro Montoya Flores, que recorreu da decisão da Justiça que rejeitou denúncia contra o jornalista Allan dos Santos por crime de ameaça a Luís Roberto Barroso, é uma das responsáveis pela acusação ao assessor Filipe Martins por gesto racista. O assessor da Presidência da República para Assuntos Internacionais foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por ter ajustado seu terno.

Assim como no caso de Allan dos Santos, em que a procuradora alegou que o jornalista teria tido tempo para preparar o conteúdo, editá-lo e distribuí-lo – mesmo tendo sido o programa transmitido ao vivo – no caso de Filipe Martins, a procuradora usa uma série de suposições para afirmar que o assessor é racista.

Na denúncia, assinada também pelos procuradores Guilherme Guedes Raposo e João Gabriel Morais de Queiroz, afirma-se que o gesto de Filipe Martins teve a intenção de reproduzir a letra “W” e a letra “P”, o que significa “White Power”, símbolo da “supremacia branca”.

De acordo com o documento, o assessor “tem histórico de menções a ideias, emblemas e símbolos relacionados a movimentos de extrema direita ou que demonstram ter uma visão messiânica em relação ao governo”.

Citando várias outras postagens de Filipe Martins nas redes sociais, os procuradores procuram fazer comparações, sem qualquer base, entre elas e o suposto apoio do assessor a governos e ideias ditatoriais ou fascistas.

“À toda evidência, não há casualidade nessas manifestações; há, sim, um padrão consciente e bem pensado de difusão de símbolos extremistas por parte de Filipe Martins. Sua consciência da ilicitude do gesto racista é, pois, evidente”, diz o documento.

Mesmo Martins tendo negado as acusações, a Justiça Federal do DF aceitou no dia 23 de junho a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o assessor. Ele virou réu e vai responder por praticar e induzir discriminação e preconceito de raça e pode ser condenado à prisão. Uma multa de R$ 30 mil também pode ser aplicada a ele.

Leia na íntegra a denúncia do MPF contra Filipe Martins

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