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PSL pode expulsar deputados que manifestaram apoio a Arthur Lira



O Partido Social Liberal (PSL) estava pressionado nas últimas semanas os deputados da base de apoio ao Presidente Bolsonaro, que pertencem ainda ao partido, a aceitarem uma “expulsão consensual”.

Segundo o Portal de notícias Diário do Poder, essa ‘modalidade’ de expulsão daria aos deputados a liberdade de se filiarem a outros partidos “sem o risco de serem atingido pela lei da infidelidade partidária, com perda de mandato.”

O presidente do partido, Luciano Bivar (PE), chegou a declarar que  “o PSL só quer paz e defender seus princípios originais.”

Porém, com a recusa dos deputados, Bivar convocou, na sexta-feira (08), uma reunião que visava retaliar alguns deputados após manifestarem apoio a candidatura de Arthur Lira (PP) para a presidência da Câmara dos Deputados. A reunião foi marcada para hoje na sede do PSL em Brasília.

A manifestação ocorreu por parte de 32 deputados que assinaram uma lista de apoio a Lira, a coordenação para a assinatura foi do deputado Major Vitor Hugo.

Na reunião de terça-feira (12/01) a Executiva Nacional do partido decidiu levar os nomes de 20 deputados da sigla para o Conselho de Ética interno, o que pode resultar em uma expulsão coletiva.

As representações contra os deputados foram assinadas pelo deputado Junior Bozzella (PSL-SP), presidente do diretório do partido no Estado de São Paulo.

Bozzella afirmou ao Portal Poder360 que a ação de “Não expulsar é passar atestado de boa conduta para quem é infrator”.

A cúpula do Partido já declarou, por meio de nota, que está no mesmo bloco do PT com apoio a candidatura de Baleia Rossi (MDB) para o cargo da presidência e que “assim permanecerá até o fim.”

Se o processo de expulsão ocorrer, os deputados poderão manter-se nos mandatos e a legenda perde uma cadeira na Câmara. Porém, o Partido pode requisitar o mandato dos deputados expulsos e assim gerar uma disputa judicial.

“Nada mais absurdo do q o PSL querer expulsar deputados por se manterem fiéis aos seus eleitores, atuando no estrito e pleno exercício dos seus mandatos parlamentares”, publicou o Major Vitor Hugo em seu perfil do twitter após saber da decisão do PSL.

“E mais: justamente por não querermos formar aliança com a ESQUERDA.. tempos difíceis.. as urnas os julgarão”, completou.

Confira os nomes dos deputados levados ao Conselho de Ética:

  • Alê Silva (MG);
  • Aline Sleutjes (PR);
  • Bia Kicis (DF);
  • Bibo Nunes (RS)
  • Carla Zambelli (SP);
  • Carlos Jordy (RJ);
  • Caroline de Toni (SC);
  • Chris Tonietto (RJ);
  • Coronel Tadeu (SP);
  • Daniel Silveira (RJ);
  • Eduardo Bolsonaro (SP);
  • Filipe Barros (PR);
  • General Girão (RN);
  • Guiga Peixoto (SP);
  • Hélio Lopes (RJ);
  • Junio Amaral (MG);
  • Major Fabiana (RJ);
  • Márcio Labre (RJ);
  • Sanderson (RS);
  • Major Vitor Hugo (GO).

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