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Quem quer o lockdown? Ninguém quer, declara novo ministro da Saúde



O médico cardiologista Marcelo Queiroga, novo ministro da Saúde, fez nesta quarta-feira (24) sua primeira coletiva de imprensa para divulgar as novas ações e estratégias do Governo Federal no combate à Covid-19.

Queiroga teve sua posse oficializada ontem (23) em uma solenidade privada no Palácio do Planalto.

“O médico precisa ser um especialista em gente. A medicina é uma profissão milenar e os instrumentos que usamos são: a ciência e o humanismo. Eu assumo essa posição com o apoio que tenho dos ministros do governo do presidente Bolsonaro”, declarou o ministro.

Estavam presentes na coletiva os ministros da Defesa, Fernando Azevedo, da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e das Comunicações, Fabio Faria, entre outras autoridades.

Durante sua fala Marcelo Queiroga destacou a autonomia que o presidente da República, Jair Bolsonaro, deu para a escolha de sua equipe, e anunciou a criação de uma secretaria especial e temporária para auxiliar o Poder Executivo no combate à Covid-19 de forma efetiva no Brasil.

Ao ser perguntado sobre a política do lockdown em seu mandato no Ministério da Saúde, o médico declarou que a pasta pretende adotar medidas sanitárias eficientes, para que os cidadãos não sofram com novas medidas restritivas.

“Quem quer o lockdown? Ninguém quer lockdown. O que temos do ponto de vista prático é adotar medidas sanitárias eficientes que evitem lockdown. Até porque a população não adere”, disse.

Desfazendo a narrativa da extrema-imprensa sobre a ineficiência do Governo Federal em relação à vacinação no país, o novo ministro destacou que seu compromisso na “implementação de uma forte campanha de vacinação.”

Questionado sobre o protocolo de tratamento precoce e a proposta do Ministério da Saúde de “off-label” (o uso de medicamentos e substâncias para tratamentos que não constam em bula), Queiroga declarou que é importante que os profissionais de saúde tenham uma autonomia em relação aos pacientes, e destacou que o conhecimento científico está constantemente em mudanças e análises.

“Esta doença (Covid-19), que não tem tratamento específico, tem vários estudos que ainda não mostraram eficácia, como a Anvisa atesta. O que precisamos alertar é que o conhecimento científico é dinâmico. No passado, se dizia ‘fica em casa e vai para o hospital quando tiver falta de ar’. A ciência evoluiu e vimos que precisamos atender paciente precocemente. Compete ao médico, com sua autonomia, decidir caso a caso”, respondeu.

O médico disse ainda que as práticas de prescrição dos medicamentos “off-label” não são antiéticas e nem estranhas.

Ao responder a uma pergunta sobre o método de contagem de casos da Covid-19 no país e sobre a iniciativa da extrema-imprensa de contabilizar através de um consórcio esses números, o novo chefe do Ministério da Saúde alertou para que os comunicadores se atentassem ao futuro e às melhorias que precisam acontecer em harmonia.

“Vamos em frente, pessoal! Vamos deixar o passado. Vamos construir um ambiente de harmonia, ambiente de colaboração, fazer com que a população possa aderir às recomendações das autoridades sanitárias (…) Conto com o apoio de vocês,” disse Queiroga.

“Queria pedir a vocês da imprensa, que nós sabemos a importância que vocês têm no regime democrático, para nos dar um voto de confiança para que a gente possa trabalhar juntos pelo Brasil e assim consigamos vencer a pandemia”, completou.

Sobre as mudanças, o ministro declarou: “O que muda, vocês vão perceber ao longo do tempo, vamos trabalhar forte.”

Marcelo Queiroga ainda evidenciou que pretende trabalhar de ‘peito aberto’ com a imprensa, e pediu mais uma vez equilíbrio.

ASSISTA A COLETIVA DO NOVO MINISTRO DA SAÚDE: 

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