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Radar da Mídia: A propaganda chinesa de impacto social



No Radar da Mídia desta segunda-feira (26) os jornalistas e analistas políticos José Carlos Sepúlveda e Paulo Figueiredo analisaram a participação das grandes indústrias globalistas e comunistas no cinema.

O programa também contou com a participação e mediação do correspondente internacional do Terça Livre, Allan dos Santos.

Ao comentar o uso de fontes primárias no trabalho de informação e como no atual cenário mundial muitas pessoas omitem essas informações para realizar a propaganda a qual pretendem, Paulo Figueiredo recapitulou a histórica influência da cultura de Hollywood.

Conforme o Terça Livre noticiou, no último domingo (25) a transmissão do Oscar obteve seu menor índice de audiência dos últimos anos.

“Eu não diria que a queda de audiência do Oscar é somente o desgaste da máquina revolucionária, eu iria além (…), as pessoas não sabem, mas hoje Hollywood é dos chineses”, declarou Paulo Figueiredo.

Ao relembrar o nascimento do cinema nos Estados Unidos por meio do trabalho dos imigrantes judeus ou filhos de imigrantes judeus, Figueiredo pontuou, no entanto, que em meados de 2010 a entrada da China no mercado cinematográfico marcou as mudanças mais importantes no setor.

“Todos os grandes estúdios foram fundados dessa forma, por pessoas apaixonadas pelo país que deu a elas a oportunidade de construir essa indústria (…) Já nas décadas de 40 e 50 o cinema começou a ser infiltrado por propagandas comunistas, mas os calores da sociedade americana ainda eram pró-EUA. As mudanças mais importantes aconteceram na década de 2010. Uma foi a entrada da China no mercado, porque a China passa a ser o maior mercado consumidor do mundo, na frente até mesmo dos EUA. Mais do que isso, as empresas chinesas, muitas vezes financiadas pelo Partido Comunista Chinês, compraram estúdios de produção nos EUA em massa”, explicou.

As informações que resultaram nas análises são disponíveis em diversos documentos que o jornalista citou, no entanto, são informações desconhecidas pelo público-alvo das propagandas comunistas através do cinema, o que Paulo Figueiredo definiu como “entretenimento de impacto social”.

“Uma coisa muito importante em relação ao Oscar é a questão da moda, a questão dos estilos de se comportar, o estilo de se vestir, tudo isso era uma grande influência dos grandes espetáculos, como o Oscar. Tudo isso tinha um grande impacto sobre a sociedade (…) As máquinas da revolução são cada vez mais poderosas e elas dominam quase todos os caminhos das realidades”, declarou o analista José Carlos Sepúlveda, que também comentou sobre a manipulação da arte para provocar a mudança de opinião e as ideias do público em geral, através das “tendências”.

Agora, porém, “elas cada vez influenciam menos, portanto, o poder parece cada vez menor (…) Esses números do Oscar em 2021 não são só números, isso quer dizer que essas máquinas da propaganda estão desgastadas”, declarou.

Para os analistas, é crescente a importância da informação verdadeira, das fontes primárias e da boa cultura, para que as influências e tendências de formação popular deixem de ser aliadas, mas sim um ‘problema gigantesco’ para os lacradores.

ASSISTA AS ANÁLISES NA ÍNTEGRA:

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