fbpx

Radar da Mídia: China expande sua influência nos meios de comunicação



Em novembro de 2019 o “China Media Group” (CMG), assinou acordos de cooperação com o Grupo Globo, no Rio de Janeiro e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília.

A ação evidencia a estratégia do Partido Comunista Chinês de ampliação da propaganda chinesa para causar impacto social.

No Radar da Mídia do dia 26 de abril, os analistas políticos Paulo Figueiredo e José Carlos Sepúlveda já haviam denunciado a tentativa de domínio do chinês por meio do Cinema norte-americano.

Segundo informações divulgadas em alguns sites, o acordo previa a cooperação dos dois grupos nas áreas do cinema, televisão, esporte, entretenimento, 5G e outras áreas.

Representantes da China ainda argumentaram que o memorando teria como base o compartilhamento de recursos de notícias  e previa “explorar” mais cooperações em áreas como a troca de programas para TV, produção conjunta, utilização de tecnologia de 4K/8K e 5G, formação de pessoal e intercâmbio tecnológico.

Na assinatura do contrato com a EBC, o então ministro da Cidadania, Osmar Terra, participou da cerimônia.

O acordo com a empresa estatal substituiu e ampliou um termo anterior de cooperação entre a EBC e a CGTN (um canal de notícias internacional da China) – assinado em 2015 e prorrogado em 2017 – e supostamente não previa o repasse de recursos e terá sua duração até o ano de 2024.

O contrato com o Grupo Globo, no entanto, não divulgou detalhes do contrato com o CMG.

Bernardo Küster relembrou, durante o Radar da Mídia desta segunda-feira (24), que uma política característica do regime ditador chinês é calar as vozes “dissidentes”, o que torna a influência chinesa um meio para silenciar as opiniões contrariam o Partido Comunista.

“Uma das coisas que nós não podemos deixar de fora dessa discussão é que todo regime comunista conta muito para lograr êxito com o silêncio da dissidência”, pontuou Küster.

O jornalista ainda relembrou que existe uma lei local na China, onde todas as empresas são obrigadas a compartilhar seus acordos, o que pode ferir a privacidade de documentos com empresas estrangeiras.

“O que significa que em potencial todo e qualquer empresa chinesa é um agente comunista atuante no Ocidente, ou seja, não dá para ignorar isso”, continuou.

“Ignorar um acordo de cooperação, o fato de você está tratando com um regime genocida, com o regime obscuro com o regime que cala a dissidência, que tem como líder o Xi Jinping, o seu documento de vamos dizer de a sua, o seu documento de lançamento da sua presidência, diz que um de seus pilares é acabar com as democracias ocidentais liberais e acabar com os valores universais do ser humano”, pontuou Bernardo Küster.

Durante o programa desta segunda-feira, José Carlos Sepúlveda e Paulo Figueiredo também analisaram os riscos da influência chineses nos meios de comunicação.

ASSISTA ÀS ANÁLISES COMPLETAS:

Colunistas

avatar for Juliana GurgelJuliana Gurgel

Católica, produtora, doutora em artes da cena, professora e aikidoista.

avatar for Paulo FernandoPaulo Fernando

Advogado, professor de Direito Constitucional e Eleitoral para concu...

avatar for Polibio BragaPolibio Braga

Políbio Braga é um jornalista e escritor brasileiro. Nascido em S...

Achou algum erro na matéria? Nos informe através do formulário abaixo: