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Randolfe quer convocar Facebook e Youtube na CPI da Pandemia

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado


O senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI da Covid, declarou nessa sexta-feira (18) que vai protocolar um requerimento para convocar representantes do Facebook e do Youtube para comparecer à CPI.

A convocação será para que as Big Techs expliquem o fato de o presidente Jair Bolsonaro continuar transmitindo lives com supostas “notícias falsas” em suas redes sociais.

O vice-presidente da comissão também alegou que o ex-presidente Donald Trump foi censurado pelo Twitter “por muito menos”, o que, na opinião dele, justificaria a censura imediata do presidente brasileiro.

Segundo Randolfe, o pedido acontece após Bolsonaro dizer na live presidencial de quinta-feira (17) que “se contaminar pelo vírus é mais eficaz que a vacina”.  

O senhor presidente da República pode falar a besteira que quiser, ele só não tem o direito de produzir o aumento desses números [de mortes]”, alegou o senador.

“Diante disso, quero comunicar que estou protocolando agora requerimento de convocação das plataformas do Facebook e do Youtube a essa Comissão Parlamentar de Inquérito. E peço que pautemos para votar [o pedido] na terça-feira”, disse.

No entanto, o estudo científico da Cleveland Clinic nos EUA aponta justamente o contrário do afirmado por Randolfe.

O centro médico de pesquisas Cleveland Clinic, em um estudo divulgado no último dia 5 de junho, apontou que quem já foi infectado pelo vírus chinês não precisa ser vacinado.

“É improvável que indivíduos previamente infectados com Sars-Cov-2 sejam reinfectados pela Covid-19, independentemente de receber vacinas ou não”, diz o estudo.

Corroborando o posicionamento de Randolfe, o senador Omar Aziz, presidente da CPI, se mostrou indignado com a fala de Bolsonaro nas redes sociais e declarou que vai cancelar um dos depoimentos para dar o encaminhamento a essa convocação das Big Techs.

Ao comentar o caso durante o Boletim da Manhã de sexta-feira (18), o analista político Italo Lorenzon disse que o problema do senador Randolfe é que “ele quer, na verdade, que Facebook e YouTube façam com Bolsonaro o que fizeram com Trump. É isso o que ele quer”.

“Mas ele esquece que no Brasil já existe legislação que proíbe esse tipo de coisa. Está inclusive no Marco Civil da Internet”, concluiu Italo Lorenzon.

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