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Reformas ou puxadinho

Agência Brasil


 

É necessário entender que o Brasil vive uma realidade dramática nas contas públicas. O Covid-19 propiciou uma frouxidão fiscal à União e aos entes federados (estados e municípios), cujas consequências serão pesadas ao se permanecer na ilusão da expansão monetária.

Os Estados Unidos, através do Federal Reserve, têm exibido tendência de alterar a política de juros em médio prazo. O perigo da inflação crescente traz cautela nos movimentos da política macroeconômica naquele país.

No Brasil, o risco de desestabilização econômica está posto por duas situações que deveriam caminhar literalmente associadas: as reformas administrativa e tributária.

Ilusão e magia no campo das projeções de receita são base para o fracasso e impeachment. É preciso dar-se um basta nos permanentes ajustes modelares de alquimistas políticos e de economistas estagiários. Não tem solução de balcão.

É evidente que sem uma reforma administrativa que tenha resultados para o presente e não só para o futuro, atraímos risco imponderável. Tal magia trará baixa de arrecadação e, consequentemente, profundo desequilíbrio fiscal.

Ou faremos reformas efetivas ou teremos mais um puxadinho configurando em palafita, a econômica brasileira.

Sobre o Colunista

Carlos Dias

Analista político. Especialista em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra. Escritor, Jornalista e Filósofo independente. Membro Honorário da Academia Brasileira de Filosofia. Membro do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos - CEBRES.

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