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Revista Oeste processa “fact-checkers” por classificação de fake news



O portal de notícias Revista Oeste ingressou nesta sexta-feira (23) com uma ação judicial contra as chamadas “agências de checagem de fatos”, após ser classificado como um jornal de “fake news.”

“Esta ação tem como objetivo responder à pergunta: estamos ou não numa democracia?”, declarou o advogado do Oeste, Alexandre Fidalgo. “Essa indagação retórica precisa ser analisada. Se o Estado é democrático, são permitidas opiniões diferentes, inclusive contraditórias.”

A ação vem em resposta aos ataques sofridos pela revista, que teve suas matérias e reportagens classificadas como falsas pelas agências que se declaram as defensoras da verdade, perseguição também sofrida pelo Terça Livre.

De acordo com o advogado do portal de notícias, as reportagens de OESTE que são acusadas de fake news pelos checadores não são fruto de opinião, mas de um rigoroso processo de apuração jornalística. 

“Ainda que os fatos publicados possam desagradar alguns, são fatos. Isso é incontestável” e “Eles não só podem como devem ser registrados e divulgados”, pontuou.

O portal Revista Oeste realiza um trabalho de jornalismo conservador digital, em defesa da verdade e da liberdade e vem se desenvolvendo e ganhando força no país através de suas publicações, principalmente nos últimos meses.

Ao anunciar a ação judicial, a Oeste denunciou as atuações dos checadores.

“Essas agências têm atuado no Brasil como uma espécie de STF das redes sociais e da imprensa em geral. Determinam o que pode ou não circular. É muito poder para um pequeno grupo que, na prática, taxa de fake news aquilo que contradiz o que consideram uma verdade absoluta”, declarou.

De acordo com o jornal, a perseguição por parte das agências resultou no impedimento da empresa de comercializar assinaturas pelo Facebook e pelo Instagram.

O cancelamento foi definido por eles como uma forma de “censura e asfixia financeira.”

“Para OESTE, cometer fake news é tachar de fake news reportagens verídicas”, completou o portal de notícias.

O assunto esteve na pauta do Boletim da Noite desta sexta-feira (23) e foi comentado pelo jornalista Allan dos Santos e pelo advogado e analista político Bruno Dornelles.

“Essas empresas privadas fazem acordos com outras empresas privadas, que são as Big Techs, que então fazem acordo com o Facebook, com o Twitter, com a Google, e aí vão lá, pegam a matéria – dos portais conservadores ou de direita – e tacham como fake news”, disse um dos fundadores e correspondente internacional do Terça Livre, Allan dos Santos, ao evidenciar que as agências de checagem recebem financiamento de organizações milionárias.

“Aqui não se trata mais de um debate ou uma luta de forças entre direita e esquerda, trata-se de respeitar as leis vigentes no país”, disse Allan dos Santos citando os exemplos de tirania e totalitarismo que a grande mídia age para com as mídias independentes.

Já Bruno Dornelles apontou a provável motivação dos veículos de mídia que tentam determinar o que é fato ou fake.

“Quem precisa ser dono da verdade? Só quem precisa ser dono do discurso politico, quem quer manipular toda verdade”, declarou.

“A própria Constituição Federal (CF) traz no Art. 5º, no inciso 54, que ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal, veja, quando uma agência de checagem impede, por exemplo, comercialização de assinaturas pelas redes sociais, ela está violando diretamente a Constituição”, continuou Dornelles, que ainda lembrou que no Brasil, não existe uma lei que tipifique fake news, portanto, não existe o crime.

ASSISTA AO BOLETIM DA NOITE DESSA SEXTA-FEIRA (23):

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