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Roberto Dias acredita estar sendo perseguido por Luis Miranda

Edilson Rodrigues/Agência Senado


 

O ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, afirmou à CPI da Covid nessa quarta-feira (7) que é alvo de perseguição. Segundo Dias, o fato de ter recusado uma vaga ao servidor da pasta Luis Ricardo Miranda pode ter motivado a denúncia contra ele relacionada a supostas irregularidades no contrato de compra da vacina indiana Covaxin.

Luis Ricardo Miranda, que é chefe de importação do Departamento de Logística, fez a denúncia ao lado de seu irmão, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF). Eles dizem que Roberto Dias fez pressão para agilizar a importação do imunizante indiano.

Roberto Dias disse na CPI estranhar que por trás das denúncias que recaem sobre ele está sempre o nome do deputado Luis Miranda.

“Confesso que neguei um pedido de cargo para seu irmão servidor. E por um momento pensei que pudesse ser uma retaliação. E confesso que sempre achei desproporcional demais. Mas agora o que se deslinda é a possibilidade de ter ocorrido uma frustração no campo econômico também”, disse Roberto Dias.

Luis Ricardo teria pleiteado a vaga do tenente-coronel Alex Lial Marinho, ex-coordenador-geral de Logística de Insumos Estratégicos exonerado em março. A vaga, de acordo com Roberto Dias, pagava mensalmente em torno de R$ 10 mil.

Roberto Dias pagou fiança de R$ 1.100 e foi liberado na noite desta quarta-feira das dependências da Polícia Legislativa, onde estava preso por determinação do presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz.

Dias deixou a sede da Polícia Legislativa do Senado acompanhado pela advogada, depois de ter permanecido no local por cerca de cinco horas.

O analista político José Carlos Sepúlveda chamou a atenção no Boletim da Manhã desta quinta-feira (8) para o fato de que a CPI está se tornando um “tribunal político”.

“Uma coisa que me chamou atenção desde o início foi que os senadores começaram antes, o general Pazuello não tinha nem ido ainda à CPI e eles já estavam dizendo que iriam prendê-lo. Mas com base em que fatos? Em que legislação?”, questionou.

Veja a íntegra dos comentários:

 

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Ezequiel Carneiro

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