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Sem verba da Secom, Globo ataca apoiadores do Terça Livre e mente sobre ‘repasses’ do BNDES



Após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes retirar o sigilo do inquérito dos supostos “atos antidemocráticos” no início desta semana, a velha imprensa passou a insinuar que o Terça Livre recebeu “repasses” do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) por meio de uma servidora pública.

Uma reportagem da TV Globo afirma que, “de acordo com a Polícia Federal, entre abril e maio do ano passado, período com maior índice de movimentações antidemocráticas, houve quase 650 transações para Allan sem identificação de CPF. Um dos repasses inclui uma transferência de R$ 70 mil feita por uma servidora do BNDES a um sócio do blogueiro [Allan dos Santos]”. 

A informação foi desmentida durante o Boletim da Noite dessa terça-feira (8). Na verdade, o Terça Livre recebeu apenas R$19 mil em doações, provenientes de centenas de doadores.

Na verdade, os R$ 70 mil mencionados na reportagem, associados — de má fé — ao ano de 2020, foram doados um ano antes, em março de 2019. Essa informação consta nos autos do inquérito da Polícia Federal.  

De acordo com o analista político e fundador do Terça Livre Italo Lorenzon, a palavra “repasse” é utilizada quando existe algo ilegal e foi utilizada de maneira criminosa pela emissora de TV.

“Nós tivemos uma doação feita por uma funcionária do BNDES que a Globo chamou de repasse. Já temos uma palavra-gatilho. Como já expliquei, repasse é quando eu pego algo ilegal e uso um terceiro para repassar isso para o destinatário final. Mas quando uma pessoa faz uma doação com seu próprio dinheiro não é repasse, ela está doando”, disse.

“Qualquer um que fizer esse tipo de insinuação criminosa será processado e terá que provar na Justiça o que está falando, e não conseguirá, evidentemente”, acrescentou.

“Com relação às doações feitas por pessoas que não apresentaram o número do CPF, elas podem ter ocorrido de duas maneira: ou por plataforma de financiamento coletivo, que não pediu o número de CPF, ou por depósito na boca do caixa. O que a Rede Globo chamou de ‘repasse de servidores públicos’ são, na verdade, doações”, lembrou Lorenzon. 

No Boletim da Manhã desta quarta-feira (9), o analista político e jornalista Carlos Dias observou que o monopólio da Rede Globo está sendo minado e, por isso, a emissora usa seu poder de persuasão diante de uma classe política e de estruturas partidárias, ao mesmo tempo em que tem força e impacto dentro do Supremo Tribunal Federal. 

“A luta que temos hoje aqui é o poder da Globo e esse poder está sendo minado por suas próprias condições internas, por aquilo que ela produziu e gerou de rejeição na sociedade brasileira como um todo, e ela não funciona em um ambiente de concorrência livre, ela não trabalha com a concorrência livre”, disse. 

Carlos Dias relembrou que o Grupo Globo recebeu R$ 10,2 bilhões em publicidade federal de 2000 a 2016. “Recebeu milhões de reais só de recursos públicos e não conseguiram manter, por exemplo, a Revista Época”, disse.

Ainda de acordo com o jornalista, havia um lobby de sustentação proveniente do governo federal e as “torneiras” foram fechadas pelo presidente Jair Bolsonaro.

“Ninguém aqui está dizendo que um grupo de comunicação não pode ter recursos, por exemplo, da Secom, para a produção de comunicação do Estado brasileiro, não. Mas não que isso possa ser uma base de sustentação permanente de uma instituição privada. Eles estão sofrendo isso, havia esse lobby”, declarou.   

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