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‘Será preciso calar as vozes antivacina ou tornar a vacina compulsória’, diz Átila Iamarino



O biólogo e profeta do caos, Átila Iamarino, publicou ontem (12) um artigo no jornal Folha de São Paulo no qual defende o “cala boca” daqueles que não pensam como ele e agora se revelou um defensor público do autoritarismo ‘do bem’.

“Ou será preciso calar as vozes antivacina ou tornar a vacina compulsória”, defendeu o influencer dos caos.

Em seu artigo intitulado “Autoritarismo necessário”, Iamarino afirma que 2021 começou de forma frenética no Brasil, porque o país registou “mais de mil mortes diárias por Covid, enquanto o Capitólio dos EUA foi invadido por terroristas.” (?)

O que nos leva a pensar por alguns segundos sobre qual seria a relação que o intuito da possível comparação das duas situações antagônicas. Ao comparar Brasil e Estados Unidos, o biólogo sugere que a censura feita pelas redes sociais contra o presidente Donald Trump, o que ele define como o “cala boca”, pode ser “a solução para uma vacinação mais abrangente no Brasil.”

“No livro ‘The Misinformation Age’, os filósofos da ciência Cailin O’Connor e James Weatherall detalham estudos sobre a dinâmica de informação falsa e demonstram como fake news e desinformação não vão embora sem a escolha consciente de barrar algumas ideias do debate público”, argumenta.

Atila aproveitou também para criticar as compras de cloroquina feitas pelo governo federal, sem mencionar, porém, os gastos do governador João Doria com a vacina chinesa que apontou ter apenas 50,38% de eficácia, conforme o Terça Livre noticiou.

“No Brasil, investimos milhões que fazem muita falta em comprimidos de cloroquina que não tratam Covid”, criticou.

Atila prossegue defendendo o uso de vacinas, que ainda não obtiveram eficácia relevante, ‘desmentindo’ os argumentos de alterações de DNA ou chip 5g.

Se a cloroquina, já testada e usada é tão perigosa, porque as vacinas de 10 meses não são? Sem ao menos pensar nessa pergunta, Iamarino termina seu artigo defendendo mais uma vez a censura como meio para que escolhas “realmente livres” aconteçam.

Em seu perfil no twitter, ao compartilhar o artigo, Átila afirmou a liberdade de expressão para aqueles que não pensam como ele é perigosa.

“Sobre notícias falsas e onde a liberdade total de expressão é perigosa.”

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Católica, produtora, doutora em artes da cena, professora e aikidoista.

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