fbpx
MAURO PIMENTEL/AFP/GETTY IMAGES

Sigilo em operação do Jacarezinho é medida necessária para resguardar policiais, afirma deputado Márcio Gualberto



O sigilo de cinco anos imposto pela Polícia Civil em documentos sobre a operação em Jacarezinho é uma medida necessária para resguardar os agentes policiais, afirmou nesta quarta-feira (26) o deputado estadual Márcio Gualberto (PSL-RJ) durante o Boletim da Manhã.

Como noticiou o Terça Livre, o subsecretário de Planejamento e Integração Operacional da Polícia Civil, Rodrigo Oliveira, afirmou que divulgar informações sobre o caso agora também pode “comprometer atividades de inteligência, bem como de investigação ou fiscalização em andamento, relacionadas com a prevenção ou repressão de infrações”.

A intenção da Polícia Civil, de acordo com Gualberto, é resguardar a vida dos seus policiais e de seus agentes, dada a situação complicada que vive o estado do Rio de Janeiro.

“O estado do Rio de Janeiro, hoje, tem criminosos sanguinários, bárbaros, que têm um poder bélico enorme. Nós temos um número gigantesco de policiais que são assassinados todos os anos por serem policiais, é a profissão mais perigosa do Brasil, com absoluta certeza. Portanto, nada mais justo que, depois de uma operação que teve 27 criminosos mortos, a polícia, pensando na vida dos seus policiais, queira resguardá-los. Essa medida é necessária, e nós precisamos tomar todos os cuidados”, explicou.

O deputado pontua ainda que as forças policiais do estado fluminense foram sucateadas e que o policial precisa de condições mínimas para trabalhar e sobreviver.

“O policial precisa combater o crime, mas ele precisa sobreviver também. Se você tem um policial sem as condições mínimas de trabalho, ele sempre trabalhará em desvantagem. Se nós formos voltar um pouco no tempo, chegaremos em Brizola – e isso é muito conhecido – que disse que a polícia não poderia subir no morro. Isso teve como consequência o surgimento dos fuzis, desse armamento bélico de longo alcance e de altíssimo poder destrutivo. Aí, tivemos uma sucessão de governadores que foram colaborando diretamente para o enfraquecimento da polícia”, disse o deputado.

“Se você quer uma corrupção generalizada, você não pode ter, por exemplo, uma Polícia Civil investigando com liberdade, com autonomia. Você não pode ter uma Polícia Militar forte, trabalhando na repressão, de maneira preventiva. Enfim, você tem um conjunto de situações que foram se acumulando, se agravando e trazendo para os moradores consequências terríveis”, finaliza.

Veja a íntegra do comentário

Sobre o Colunista

Bruna de Pieri

Comente

Clique aqui para comentar

Colunistas

avatar for Juliana GurgelJuliana Gurgel

Católica, produtora, doutora em artes da cena, professora e aikidoista.

avatar for Paulo FernandoPaulo Fernando

Advogado, professor de Direito Constitucional e Eleitoral para concu...

avatar for Polibio BragaPolibio Braga

Políbio Braga é um jornalista e escritor brasileiro. Nascido em S...

Achou algum erro na matéria? Nos informe através do formulário abaixo: