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Suprema Corte dos EUA irá julgar novo caso de aborto que poderá mudar decisões anteriores



A Suprema Corte dos Estados Unidos, na última segunda-feira (17), aceitou julgar uma nova ação judicial que envolve o assassinato de bebês – o aborto. A Corte começará a ouvir os argumentos do caso em outubro e deve terminar em junho de 2022.

A Corte Suprema americana, que atualmente possui uma maioria conservadora, concordou em analisar o caso depois que dois tribunais inferiores o declararam inconstitucional. Após a lei ser bloqueada em primeira instância e depois em recurso, seus autores decidiram então entrar com um recurso na mais alta corte.

O caso decorre da Lei da Idade Gestacional de 2018, aprovada no Mississippi, que permitia o aborto após 15 semanas apenas em emergências médicas ou em casos de anomalia fetal grave.

O então candidato à presidência Donald Trump, ainda em 2016, prometeu nomear juízes para todos os tribunais federais com valores conservadores e, em particular, contra o aborto. Durante seu período de gestão, Trump conseguiu nomear três juízes à Suprema Corte, incluindo Amy Coney Barrett, uma católica devota.

Grupos pró-vida dos Estados Unidos veem a nova aceitação como uma chance de reverter as decisões anteriores, que há muito buscam derrubar Roe v. Wade (que reconheceu o direito das mulheres ao aborto em uma decisão emblemática de 1973) e que depositam suas esperanças em uma Suprema Corte mais conservadora.

“Perfeito, parabéns para a Suprema Corte, é uma luz no fim do túnel”, disse o analista político Italo Lorenzon, durante o Boletim da Noite desta terça-feira (18).

“Para vocês verem, o caso Roe v. Wade, que foi grandemente amparado em uma mentira, criou-se uma mentira, uma fraude, para que o caso fosse até a Suprema Corte e eles chegassem à conclusão de que a Constituição americana permitiria ou proibiria o Estado de proibir o aborto, ou seja, diria que o Estado não pode proibir o aborto. Essa célebre decisão é da década de 70, faz por volta de 40 a 50 anos que foi tomada, está vigente desde então. Meio século de aborto depois, os Estados Unidos estão conseguindo reverter a desgraça”, analisou Lorenzon.

“Coloquem isso na sua frente e leiam várias vezes, não deixem de ler. Não deixem a desesperança tomar os seus corações, tem jeito. Não existem inevitáveis na política, não existem impossíveis na política. Não é impossível proibir novamente o aborto. […] Esse caso dos EUA mostra o quanto existe saída, ninguém no mundo consegue decretar game over, não tem como, não existe nenhuma lei no universo que foi promulgada com isso”, concluiu o analista político.

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Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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