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Surto pandêmico termina com imunidade de rebanho e não com vacina, diz Osmar Terra



Em entrevista ao Boletim da Manhã desta quarta-feira (16), o médico e deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) falou sobre o modo como a pandemia do vírus chinês vem sendo tratada no Brasil e no mundo.

De acordo com ele, a medida de trancar pessoas saudáveis em casa é algo que nunca foi feito antes, mesmo em pandemias mais letais do que a do vírus da China.

“Peguem as histórias das pandemias. Vocês não verão isso em nenhum livro de epidemiologia, nem em livros médicos terão essa recomendação”, afirmou Terra.

De acordo com ele, o que sempre foi feito para enfrentar as pandemias e epidemias de maneira geral foi proteger os grupos de risco, que variam dependendo do caso.

“Nem sempre são os idosos. Nessa [pandemia] são os idosos. Mais da metade das mortes do mundo são de idosos, inclusive os idosos muito isolados, como por exemplo, os que estão em asilos”, explicou.

“Não adianta nada isolar sem ter uma política específica para isso. E não adianta trancar uma pessoa sadia em casa. As pessoas sadias têm que manter as atividades normais”, acrescentou.

Reinfecção

Outro ponto citado pelo médico durante a entrevista é o alarde que vem sendo causado devido aos casos de reinfecção pela Covid-19.

De acordo com ele, a infecção pode sim ocorrer em alguns poucos casos e não impacta na formação da imunidade de rebanho da população.

No mundo todo, existem apenas cerca de 30 casos confirmados de reinfecção. “Qual a importância disso para controlar a epidemia? Nenhuma. Isso é uma curiosidade científica. Da forma como é noticiado nos jornais, parece que vai acontecer com todo mundo. Se fosse verdadeiro que a reinfecção será generalizada, não estaríamos nem fazendo vacina”, disse Osmar Terra.

O médico também traçou um paralelo entre o SARS-CoV 1, que nos anos 2000 provocou uma epidemia importante na Ásia. Assim como a Covid-19 (SARS-CoV 2) ela também teve origem na China, com a morte de um agricultor por um vírus misterioso semelhante ao da gripe.

“Morreu um número importante de pessoas. Ela [SARS-CoV 1] muito letal. A cada cem pessoas que infectava, morriam de duas a cinco pessoas. E terminou sozinha. A epidemia desapareceu causa da imunidade de rebanho. Era um vírus semelhante ao coronavírus, que é menos letal”, disse.

Vacina resolve?

Osmar Terra explicou também que um surto pandêmico não será resolvido através da vacinação das pessoas. Segundo ele, a imunização serve para prevenir um contágio futuro da doença e não para conter o surto dela.

“Surto pandêmico termina com imunidade de rebanho e não com vacina”, afirmou. “O surto termina quando a imunidade da população é grande”, concluiu.

A varíola foi considerada erradicada do mundo há 40 anos, em 1980. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a doença foi erradicada em um esforço global de 10 anos. A varíola matou 300 milhões de pessoas somente no século XX.

Confira a íntegra da entrevista completa no Boletim da Manhã:

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