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Técnicos do TSE não debatem publicamente com pessoas da área, diz engenheiro

Antônio Augusto/Ascom/TSE


 

Amílcar Brunazo Filho participou do Boletim da Manhã desta sexta-feira (30) para falar sobre o sistema eleitoral, as urnas eletrônicas e a possibilidade de fraudes. O engenheiro, formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Ele contou que já foi chamado a diversas audiências públicas para tratar sobre os problemas e brechas relacionados ao processo eleitoral. Em todo esse período, o engenheiro disse que nunca os técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estiveram presentes para debater as fragilidades encontradas por pessoas como ele, especialistas de fora do órgão.

“Então eles não aceitam nunca debater com gente que conheça o sistema, aliás quando me avisaram ‘vai haver uma audiência pública’, você quer participar? Vai ser convidado o secretário do TSE, uma assessora especial de segurança do TSE, da presidência… você aceita participar?’. Eu falei: ‘aceito, mas não vai ter debate porque estando eu, eles não vão. Com certeza’. E aconteceu isso, três vezes chamaram, três amigos e eles não foram. Eles só falam sozinhos. Eles já falaram no Congresso no Senado, na câmara; mas sempre sozinhos.”

O engenheiro corroborou a informação transmitida pelo presidente Jair Bolsonaro ontem (29), relacionando relatórios da Polícia Federal (PF) que afirmam não haver possibilidade de verificação sobre a escolha da pessoa em tela com a inscrição digital na memória da urna eletrônica. Amílcar frisou que três relatórios foram produzidos falando sobre a necessidade de materializar a escolha como única solução possível para o problema. Mais ainda: professores, técnicos e peritos externos ao TSE deram o mesmo parecer, afirmou o especialista.

“É importante que essa recomendação não é só da Polícia Federal brasileira. Todos os professores, técnicos e peritos externos que foram examinar o sistema, fizeram a mesma crítica e deram a mesma solução. Você encontra essa proposta, dos relatórios do comitê multidisciplinar independente, do qual eu participo, foi escrito em 2010 por iniciativa do nosso grupo todos os técnicos, indicados por partidos políticos que foram ao TSE estudar o software das urnas de 2000 até 2010, todos. Inclusive da OAB que foi lá em 2004 e 2006. O relatório da equipe do professor Diego Aranha da equipe do professor participou dos testes de 2012 e 2017 e encontrou fragilidades, mostrou que dava pra burlar o sistema, dava para pôr um software falso dentro da urna, e ele mostrou isso, e o TSE disse que foi corrigido. Mas teve problema, porque o que o Diego Aranha explorou já tinha sido encontrado em 2008.”

O engenheiro estuda o processo eleitoral há mais de 20 anos, tem um site onde publica estudos sobre o tema.

Assista à entrevista na íntegra

Sobre o Colunista

Italo Toni Bianchi

Ítalo Toni Bianchi, membro do Movimento Conservador, bacharel em teologia pelo Seminário Teológico Batista Nacional Enéas Tognini. Músico percussionista, leitor, preletor e jornalista do portal Terça Livre.

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