fbpx

Três países suspendem vacinação da AstraZeneca após relatos de trombose



Dinamarca, Islândia e Noruega suspenderam na quinta-feira (11) o uso dos imunizantes contra a Covid-19 da farmacêutica AstraZeneca/Oxford, após relatos de trombose em pessoas que foram vacinadas.

Na primeira semana de março a Áustria também paralisou as vacinações para investigar uma morte por “distúrbios de coagulação e uma doença por embolia pulmonar.”

Mesmo com as suspeitas, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) declarou que os benefícios da vacina superam seus efeitos ruins. Por este motivo, o imunizante ainda pode continuar sendo administrado.

Quatro outros países – Estônia, Lituânia, Luxemburgo e Letônia – suspenderam as inoculações do lote enquanto as investigações continuam, de acordo com a EMA.

Autoridades sanitárias da Dinamarca, informaram que estão suspendendo as vacinações por duas semanas no país, após uma mulher de 60 anos, que recebeu uma injeção AstraZeneca do mesmo lote usado na Áustria, formou um coágulo sanguíneo e veio a óbito.

“Atualmente não é possível concluir se existe uma conexão. Estamos agindo cedo, isso precisa ser investigado minuciosamente”, disse o ministro da Saúde dinamarquês, Magnus Heunicke, no Twitter.

Até o momento cerca de 138.148 dinamarqueses foram vacinados com imunizantes da AstraZeneca/Oxford.

Já as autoridades da Noruega suspenderam as vacinações por tempo indeterminado.

“Esta é uma decisão cautelosa”, disse Geir Bukholm, diretor de prevenção e controle de infecções do Instituto Norueguês de Saúde Pública (FHI), em entrevista coletiva.

“Nós (…) aguardamos informações para ver se há uma ligação entre a vacinação e este caso com um coágulo sanguíneo”, completou Bukholm.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) investiga também algumas reações na Islândia, país que também paralisou a imunização de seus cidadãos com as vacinas AstraZeneca/Oxford.

De acordo com a Reuters, também existem suspeitas de reações graves na Itália, que já anunciou ontem (11) que poderá fazer a suspensão de outro lote dos imunizantes, diferente do que foi usado na Áustria.

Stephen Evans, professor de farmacoepidemiologia da London School of Hygiene & Tropical Medicine, em entrevista à Agência Reuters, declarou que as investigações ainda são necessária para confirmar se os coágulos não estão ligados à própria doença (Covid-19) ou às vacinas.

Em um comunicado, a AstraZeneca disse que não encontrou nenhuma evidência de aumento do risco de embolia pulmonar ou trombose venosa profunda em dados de segurança de mais de 10 milhões de registros, mesmo considerando subgrupos com base na idade, sexo, lote de produção ou país de uso.

“Na verdade, o número observado desses tipos de eventos é significativamente menor nos vacinados do que seria esperado entre a população em geral”, disse a farmacêutica.

A AstraZeneca disse ainda que “não houve eventos adversos graves confirmados associados à vacina”, mas que estava em contato com as autoridades austríacas e que apoiaria totalmente a investigação.

O lote que apresentou as suspeitas tem 1 milhão de doses e foi distribuído para 17 países da União Europeia.

Agência Reuters.

Colunistas

avatar for Juliana GurgelJuliana Gurgel

Católica, produtora, doutora em artes da cena, professora e aikidoista.

avatar for Paulo FernandoPaulo Fernando

Advogado, professor de Direito Constitucional e Eleitoral para concu...

avatar for Polibio BragaPolibio Braga

Políbio Braga é um jornalista e escritor brasileiro. Nascido em S...

Achou algum erro na matéria? Nos informe através do formulário abaixo: