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Governo americano está repleto de Moros e Mandettas

GETTY IMAGES


Nesta quinta-feira (12), a vice-chefe do gabinete do Secretário de Defesa dos Estados Unidos,  Alexis Ross, renunciou ao cargo, tornando-se a mais recente funcionária a deixar o Pentágono.

A nomeação de Christopher C. Miller (diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo), para secretário interino da Defesa desencadeou uma série de mudanças no Pentágono: vários funcionários estão sendo expulsos e substituídos por gente de confiança do presidente Donald Trump. Um verdadeiro expurgo pós-eleitoral.

Para trabalhar sob comando de Miller, foi nomeado Kash Patel como chefe do gabinete de Defesa. Kash Patel foi quem revelou no documentário “THE PLOT AGAINST THE PRESIDENT” (indisponível no Brasil) sobre a existência de um pseudo-conluio entre o presidente Donald Trump e a Rússia.

Uma verdadeira limpeza está acontecendo no governo de Donald Trump. “Assim como o Brasil, o governo americano está repleto de Moros e Mandettas”, analisou o jornalista Allan dos Santos, do Terça Livre.

Jen Stewart, chefe de Gabinete de Esper, renunciou junto com o subsecretário interino de Política, James Anderson e o subsecretário de Inteligência. Joseph Kernan.

O subsecretário de Defesa de Inteligência, Joseph Kernan, também deixou seu cargo, mas não está claro se ele foi demitido ou renunciou.

Trump nomeou Anthony Tata para subsecretário de Política e Ezra Cohen-Watnick para o cargo de subsecretário de Inteligência interino.

Mas a limpeza não para por aí.

Christopher Krebs, chefe da Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura do Departamento de Segurança Interna (CISA), será o próximo a ser demitido pela Casa Branca após criar um site de “controle de rumores” para “desmascarar falsas alegações eleitorais”.

Conforme apurado por Allan dos Santos, a demissão de Esper indica que Trump possa estar planejando lançar operações militares contra o ditador Nicolás Maduro, tendo o Irã no topo da lista.

Esper entrou em confronto com Trump em várias questões, incluindo o Irã e o ataque de drones que matou o general terrorista Quassem Soliemani. Para Esper, Trump errou ao utilizar o drone.

“Você precisaria substituir pessoas dos cargos de inteligência faltando um mês para sair da Casa Branca?”, questionou Allan.

Paralelo

Em análise sobre o assunto durante o Boletim da Manhã desta sexta-feira, 13, Allan dos Santos, traçou um paralelo entre o conluio contra Trump nos EUA e o que existe no Brasil contra o presidente Jair Bolsonaro.

Em agosto deste ano, o jornalista denunciou a união entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar o presidente. Relembre o caso.

Barroso afirmou ontem (12/11) que pretende pautar uma ação que tenta impugnar a chapa do presidente Bolsonaro e do vice-presidente Hamilton Mourão por “suspeitas de irregularidades” na campanha de 2018.

“Já mostramos em detalhes aqui como foi feito um conluio na tentativa de derrubar o presidente Bolsonaro impedindo-o de nomear pessoas para a Polícia Federal, como foi o caso do Ramagem”, lembrou Allan.

O presidente também foi duramente criticado quando demitiu o então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e quando o ministro da Justiça, Serio Moro pediu exoneração.

“O presidente tentava se cercar de pessoas mais aliadas a ele, ao mesmo tempo em que o vice-presidente Hamilton Mourão fazia tratativas com a China”, lembrou Allan.

Veja mais comentários sobre o assunto no Boletim da Manhã:

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