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TSE e ministros do STF defendem lisura de urna eletrônica

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Rosa Weber diz que qualquer suspeita de fraude será apurada com rigor

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou hoje (10/3) uma nota de esclarecimento para reafirmar “a absoluta confiabilidade e segurança do sistema eletrônico de votação”, ressaltando não ter havido a comprovação de nenhuma fraude nos mais de 20 anos de sua utilização.

O comunicado afirma que o posicionamento do TSE se fez necessário ante “a recente notícia, replicada em diversas mídias e plataformas digitais, quanto a suspeitas sobre a lisura das eleições 2018, em particular o resultado da votação no 1º turno”.

O texto se refere a notícias publicadas ontem (9) sobre uma fala do presidente Jair Bolsonaro durante viagem a Miami, nos EUA. O presidente afirmou ter provas de que venceu a eleição de 2018 ainda no primeiro turno, diferentemente do resultado oficial. Nesta terça-feira, durante entrevista a imprensa, o presidente voltou a tocar no assunto. “Quero que vocês achem um brasileiro que confie no sistema eleitoral brasileiro”, disse a jornalistas.

Questionada por jornalistas no Supremo Tribunal Federal (STF), a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, afirmou que mantém “absoluta convicção na confiabilidade da urna eletrônica”. “Isso foi um verdadeiro mantra durante as eleições de 2018”, disse a ministra, que estava no comando da Justiça Eleitoral durante as eleições de 2018.

Rosa Weber acrescentou que, se aparecerem indícios ou provas sobre algum tipo de fraude no processo eleitoral eletrônico, isso “será apurado com mais absoluto rigor”. Ela, porém, acrescentou que nada do tipo foi apresentado à Justiça Eleitoral até o momento.

Outros dois ministros do Supremo, Marco Aurélio Mello e Luís Roberto Barroso, que também integram o TSE, saíram em defesa do processo eleitoral eletrônico.

“O que posso dizer é que capitaniei as primeiras eleições informatizadas, em 1996, nos municípios com mais de 100 mil eleitores, e de lá para cá não houve uma única impugnação ao sistema minimamente séria. Daí se preserva a vontade do eleitor. E ninguém coloca em dúvida a lisura da Justiça”, disse Marco Aurélio.

“Nós nunca tivemos qualquer evidência objetiva de fraude. O sistema é totalmente confiável, respeitado mundialmente. Se alguém trouxer alguma prova, alguma evidência, estou pronto para examinar, a gente tem sempre espaço para aperfeiçoamento. Agora, não pode ser uma coisa retórica, tem que ser uma coisa fundada em elementos objetivamente aferíveis. Não pode ser ‘eu acho’, é preciso que haja elementos”, afirmou Barroso.

Informações: Agência Brasil

Sobre o Colunista

Ricardo Roveran

Ricardo Roveran

Estudante de artes, filosofia e ciências. Jornalista, crítico de arte e escritor. Escrevo por amor e nas horas vagas salvo o mundo.

Twitter: @RicardoRoveran

15 Comentários

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  • Pq não coloca o voto impresso e acaba com essa ladainha? Então eu tenho que acreditar no TSE e STF? Eu tenho certeza que tem coisa errada. Essa urna eletrônica é último recurso da esquerda.

  • Engraçado eles dizerem que nunca houve prova alguma de fraude ou aferíveis, se o sistema não tem contra prova. O sistema em si é uma fraude.

  • STF, TSE Lisura ????? Não sabia que entendiam o significado dessa palavra. Só falta agora sugerirem que acreditemos em Papai Noel. A platéia de vocês é outra.

  • Ratos de TOGA e sem moral! Legislam vertindo suas roupas de juízes e acham que tem apoio popular ou confiança do povo brasileiro.

  • Esse canalhas tiraram o voto impresso aprovado pelo congresso nacional !! Botam fogo no país e se fazem de inocentes, canalhas !!

  • Vai ficar muito Feio para Rosa Weber, se Bolsonaro provar que teve fraude na eleiçao! Acho que daí, ela nao deve mais ficar no cargo que ocupa!

  • Sempre desconfiamos destas urnas, tanto que nunca a aceitamos, ela nos foi “ imposta” se Bolsonaro provar que teve fraude na eleiçao! Vai ficar Feio para Rosa Weber ! Acho que daí, ela nao deve mais ficar no cargo que ocupa!

  • Mesmo que essas urnas fossem confiáveis (para mim não são), qual o problema em mudar o sistema para torná-lo auditável?

  • O sistema compreende bem mais que apenas as urnas eletrônicas.
    Elas são uma das pontas.
    Na outra ponta está o sistema que recebe centralizadamente todos os votos, totaliza e exibe.
    Se não dá para auditar, não dá para dizer que não há fraude.
    Isso basta para que os votos Devam ser impressos.

  • Ficou provado pela Lei de Benford que aconteceu a fraude. Isso é caso de afastamento de todos os “ministros” do STF e do TSE. O PT e os seus apoiadores só existem por causa desses mesmos “ministros”. São bandidos protegendo os bandidos que os nomearam.

  • Como saber se existe fraude, não tem como fazer qualquer verificação. Agora, porque essa resistência dos mesmos ministros do STF e TSE?

  • É como os jogos da Caixa Economica. Ela coloca o jogo, faz o sorteio, ela audita e nós temos que acreditar nos resultados sem questionar!

  • Muito foi comentado sobre a urna eletrônica.
    Ela é tão tosca e primaria que não dá para burlar. Sua unica grande qualidade é travar se alguem tentar fazer a minima tentativa de mexer dentro.
    A urna não é o problema. O grande problema vem depois , quando os grandes números começam a ser consolidados para se chegar ao grande total geral.
    Quando não havia urna eletronica e os votos eram em papéis, ao terminar a apuração , já havia do lado , tudo arrumado e enfardado votos favoraveis a um candidato e os votos verdadeiros eram destruídos . Se alguem fosse fazer uma auditoria , os votos de papel falsos estavam lá para servir como prova.
    O que precisamos é ter 101% de certeza que cada total de cada urna, ao serem canalizados para o grande total, não sofram nenhum tipo de distorção. Quem garante isto ?

  • Serão realizadas rigorosas investigações, e caso comprovada a fraude, enérgicas providências serão tomadas, sendo os culpados rigorosamente punidos. Isso aí vem desde o Sarney, senão antes. Funciona, viu, amiguinhos?

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