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Twitter é processado pela segunda vez por envolvimento e lucro com pornografia infantil



A rede social Twitter, na última quarta-feira (7), recebeu mais um processo por possível envolvimento e lucro da empresa com a exploração sexual infantil. O autor, identificado apenas como “John Doe II”, junta-se ao processo federal originalmente movido por “John Doe I”, alegando que os dois meninos foram vítimas de tráfico sexual infantil pelo Twitter.

“Ambos os querelantes foram prejudicados pela distribuição do Twitter de material retratando seu abuso e tráfico sexual, além da recusa consciente do Twitter em remover as imagens de seu abuso sexual (pornografia infantil) quando notificado por ‘John Doe I’ e seus pais”, diz um comunicado à imprensa do National Center on Sexual Exploitation (NCOSE).

Quando a Big Tech foi alertada pela primeira vez sobre este fato e as idades das crianças, aparentemente se recusou a remover o material ilegal de sua plataforma e, em vez disso, continuou a promover e lucrar com o abuso sexual de crianças.

O conteúdo referente a “John Doe I” somente foi retirado da plataforma depois que a família da criança contatou um agente do Departamento de Segurança Interna dos EUA, que emitiu uma “demanda de retirada” contra a empresa.

Antes de ter o conteúdo removido, o Twitter comunicou que “revisou o conteúdo e não encontrou uma violação de nossas políticas, portanto, nenhuma ação será tomada neste momento”.

Atualmente, o Twitter está sendo processado em mais um caso por seu possível envolvimento e lucro com a exploração sexual infantil, violando diversas leis americanas.

“O Twitter lucrou com a distribuição consciente de material de abuso sexual infantil, retratando esses dois jovens quando eram crianças, e deve ser responsabilizado. O Twitter não pode varrer para baixo do tapete o fato de que permitiu material de abuso sexual infantil em seu site e se recusou a removê-lo”, disse Peter Gentala, consultor jurídico sênior da NCOSE.

“Esses dois jovens sofreram forte angústia e trauma nas mãos do Twitter. O Twitter tinha tudo de que precisava para fazer a coisa certa, priorizar a segurança e a privacidade dessas crianças, antes de seus próprios lucros. Nosso processo visa responsabilizar o Twitter por lucrar conscientemente com o abuso sexual e o tráfico de crianças”, disse Lisa Haba, sócia do escritório de advocacia Haba.

Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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