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UFRJ diz que aguarda orçamento do Governo Federal para projeto de combate a incêndio



 

Após um incêndio atingir a reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) na última terça-feira (20), a instituição diz que aguarda orçamento do Governo Federal para colocar em prática um projeto de prevenção e combate a incêndios elaborado pelo Escritório Técnico da Universidade (ETU).

Em nota, a UFRJ informou que o ocorrido teve origem em um aparelho de ar-condicionado. O professor e astrônomo do Observatório do Valongo da UFRJ, Thiago Gonçalves, disse no Twitter que o local onde ocorreu o incêndio abrigava documentos do século XIX.

Ele comentou ainda que houve um corte de R$ 70 milhões no orçamento da universidade para o ano letivo de 2021.

“Tivemos um incêndio na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Essa é a infraestrutura que temos para secar documentos do século XIX que estavam no prédio. Lembrando que o orçamento da universidade sofreu corte estimado de mais de R$ 70 milhões de reais para 2021”.

Em comunicado publicado ontem (21), a Universidade disse que não houve danos estruturais no prédio da Reitoria e que o cálculo das perdas materiais ainda é apurado e uma sindicância foi aberta pela instituição.

O assunto foi tema de comentários no Boletim da Manhã desta quinta-feira (22). Para o analista político Italo Lorenzon, o caso deve ser investigado pela Polícia Federal.

“Isso já não é caso de sindicância, é caso de PF. Eu faço aqui a pergunta: havia, nesse ambiente que foi queimado, algum dos documentos que foi requerido pela Secretaria de Cultura para retirar da mão da UFRJ o controle do Museu Imperial? Porque nós sabemos que a Secretaria de Cultura estava fazendo uma intervenção lá, porque eles querem acabar com o Palácio Imperial de vez e fazer o ‘Shopping Marielle’ lá em cima. No lugar onde foi assinada a independência do Brasil. Havia algum documento relevante para essa questão? É uma pergunta, e não sou eu que vou responder”, aponta.

Lorenzon comenta também sobre a menção do corte de R$ 70 milhões. “Ao insinuar que a culpa é do corte de R$ 70 milhões, eles falam isso com a cara mais lavada do mundo, não se preocupam nem sequer em fazer uma relação entre causa e efeito, ‘ah, tudo bem, houve um corte de R$ 70 milhões, logo nós não conseguimos dar uma certa manutenção etc’. Quer dizer, ele solta os R$ 70 milhões e parece que cortaram tanto dinheiro que ‘pegou fogo’”.

“Entenda que isso é apenas um gatilho só para te impressionar. Eu chamo isso de ‘ilusionismo semântico’, o indivíduo solta uma cifra para te impressionar, para que você fique paralisado, ‘nossa, 70 milhões de reais’, e você não faz a ligação sobre o que isso tem a ver com o incêndio. Vejam bem, eu também não entendo, só quero que seja explicado”, acrescenta.

Assista à íntegra do comentário

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