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‘Velha mídia mente sobre inquérito e investigações’, aponta Italo Lorenzon



O analista político Italo Lorenzon, durante o Boletim da Noite de terça-feira (8), desmascarou as calúnias proferidas pela Globo, que vem atacando o Terça Livre nos últimos dias, sobre o inconstitucional “inquérito dos atos antidemocráticos”.

Lorenzon destacou ainda que a velha mídia continua mentindo sobre os inquéritos e investigações contra o Terça Livre.

“Nós tivemos uma doação feita por uma funcionária do BNDES que a Globo chamou de repasse. Já temos uma palavra-gatilho. Como já expliquei, repasse é quando eu pego algo ilegal e uso um terceiro para repassar isso para o destinatário final, mas quando uma pessoa faz uma doação com seu próprio dinheiro, não é repasse, ela está doando, por definição”, explicou Lorenzon, fazendo referência a uma acusação da Globo de que o Terça Livre teria recebido “repasse” do BNDES.

“No uso dessa palavra já existe uma insinuação criminosa, se eu fosse as pessoas que foram ‘faladas’, processaria a Globo, assim como o Terça Livre processará. Qualquer um que fizer esse tipo de insinuação criminosa será processado e terá que provar na Justiça o que está falando e não conseguirá, evidentemente”, concluiu o analista político.

Italo Lorenzon também analisou – de forma jurídica – a decisão inconstitucional do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de abrir um “inquérito” para investigar um ato não-criminoso e sem pena para tal.

“Inquérito é para averiguar a existência de crime. Em ato democrático, antidemocrático, ultrademocrático etc., em qualquer um desses atos não existe crime, me mostre onde está o crime. Alexandre de Moraes, o senhor aprendeu em seu primeiro semestre de Direito Penal: ‘não existe crime sem lei anterior que o defina’. É preciso ter um tipo penal; onde está esse tipo penal para manifestação antidemocrática? Se manifestar-se contra a democracia fosse crime, não tinha comunista solto na rua”, explicou o analista político.

“Por exemplo, como se procura um assassino antes de saber se o assassinato existiu? Existiu o assassinato? Caso a resposta seja sim, aí sim deve-se procurar o assassino, não antes, encontrar o assassino para depois encontrar o assassinato que ele cometeu. O inquérito é a mesma coisa, é preciso averiguar, mas existiu um crime? Qual foi o crime?”, questionou Lorenzon.

“As pessoas foram para a frente dos quartéis e gritaram: ‘Queremos intervenção’, mas teve intervenção? Não teve, o sujeito apenas gritou ‘queremos intervenção’, assim como tem comunista que grita ‘queremos revolução comunista’, e também não é crime. […] O inquérito é totalmente desconjuntado, não tem objeto, ficam um ano investigando sem objeto”, concluiu Italo Lorenzon.

Na última sexta-feira (4), a PGR pediu ao STF o arquivamento da ação inconstitucional sobre “atos antidemocráticos”, afirmando que a investigação não conseguiu apontar a participação dos nomes citados no inquérito.

A Polícia Federal (PF) também já tinha se posicionado sobre o caso, dizendo ao ministro Alexandre de Moraes (relator e vítima do processo) que não encontrou elementos suficientes para indiciar pessoas pela realização ou financiamento de atos antidemocráticos.

Mesmo informando que não encontrou provas ou indícios de ilegalidade, Moraes, que utilizou perícia forjada, optou por continuar levando o processo adiante, simplesmente alegando que há necessidade de prosseguir as investigações, sem justificar o motivo. Na última segunda-feira (7),  Moraes decidiu retirar o sigilo do inquérito dos supostos “atos antidemocráticos”.

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