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Vereador de Niterói/RJ é impedido de fiscalizar hospital onde uma criança morreu



O vereador do município de Niterói/RJ, Douglas Gomes, nesta quinta-feira (27), foi impedido de fiscalizar a Unidade de Pronto Atendimento Dr. Mário Monteiro. O hospital está sendo investigado pela morte de uma criança no início desta semana.

Sarah Carolina Sobral, de 6 anos, morreu no hospital Mário Monteiro na madrugada da última terça-feira (25). A família da criança alega que a equipe médica negligenciou o atendimento de Sarah. Após o ocorrido, a Polícia Civil abriu um inquérito para investigar a causa da morte.

Douglas Gomes, após tomar conhecimento do caso, foi até o hospital para auxiliar a família da criança na investigação. Ao chegar no hospital, o vereador solicitou a “folha de ponto”, mas foi atendido com “grosseria” pela funcionária terceirizada do hospital Leticia Costa.

“A família está apontando uma possível negligência. Então, a gente está querendo certificar se de fato aqueles funcionários que estão ali registrados como trabalhando, se estão de fato na unidade”, informou Douglas Gomes.

“Eu queria ver se realmente os médicos estavam ali [trabalhando]”, disse o vereador. “Estamos recebendo diversas denúncias de que maus médicos estão assinando o ponto e indo para casa ou indo para outro hospital”.

A criança de apenas 6 anos, segundo Carlos Alexandre, tio da menina, sofria de bronquite, chegou ao hospital com os brônquios inflamados, o que dificultava a passagem de oxigênio e, consequentemente, a respiração dela.

Carlos Alexandre esclarece ainda que, na primeira entrada da criança no hospital, por volta das 3h, a criança não recebeu qualquer tipo de medicação e foi liberada.

Segundo a família, já em casa, Sarah teve seu quadro piorado e sua mãe a levou mais uma vez ao mesmo hospital, por volta das 5h, quando já teria chegado desacordada.

Com pais separados, o pai de Sarah, Samuel dos Santos Silva, disse que soube que a filha piorou durante a madrugada e que precisava voltar imediatamente para o hospital.

Após anunciar o óbito da criança, o hospital queria que a mãe assinasse um termo informando que a primeira entrada de Sarah foi às 5h, negligenciando a primeira procura para atendimento às 3h.

“Os vizinhos levaram correndo. Um vizinho me disse até que ele entrou no hospital fazendo massagem cardíaca e Sarah estava desfalecida, mas meio que acordada. Aí entubaram ela e pediram para ele sair porque não era da família. A mãe entrou e ficou cerca de 10 minutos e também pediram para sair. Seis da manhã ela [a mãe] recebeu a notícia que Sarah tinha falecido e um papel como se tivesse dado entrada só às 5h”, informou o pai de Sarah.

Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde de Niterói informou que a direção da Unidade de Urgência Mário Monteiro “lamenta profundamente o ocorrido e se solidariza com a dor da família”. O caso está sendo apurado e as duas médicas que participaram do atendimento da paciente já foram afastadas.

Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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