fbpx

VINHOS NOVOS EM ODRES NOVOS



A estratégia da Suprema Corte é usar Celso de Mello, Barroso e Alexandre de Moraes como testas de ferro contra o Presidente Jair Bolsonaro. Por que?

Celso de Mello está para deixar a Corte no fim do ano e quer sair como “aquele que desafiou o ditador da direita”. Já Alexandre, o motivo é incógnito, mas o evidente receio da PF torna-o suspeito de toda sorte de especulação. Por fim, resta Barroso.

Ele pode sepultar o Partido Aliança, na tentativa de sepultar o presidente em 2022, uma vez que Bolsonaro está sem partido atualmente, além de inviabilizar a migração de dezenas de deputados que estão acorrentados aos PSL, sem poder sair do partido.

O golpe é evidente. Como a tentativa de usar Moro falhou e os deputados não conseguirão iniciar um processo de impeachment, a única manobra que sobrou, por mais arriscada que pareça, é usar a mais alta corte do Judiciário tendo em vista o engessamento das ações do Executivo (qualquer ação, até nomeação de faxineira), desviar o foco do Congresso e usar o “peso da Lei” contra Bolsonaro.

O Executivo, único Poder que não violou uma vírgula da Constituição, está sendo colocado contra a parede por causa de uma violação não cometida, não desejada ou sequer expressa. Buscando criminalizar até quem ouse PENSAR ou PEDIR uma solução presente na Constituição — como o Art 142 da Carta Magna.

Vinho novo não pode ser colocado em odres velhos, já ensinava a Sagrada Escritura. Salvaguardando as proporções entre um exemplo é outro, utilizando uma analogia, porém, própria, é importante destacar que o que ainda resta do vinho velho grita por sobrevivência. Executivo e Judiciário não suportam mais as mudanças realizadas pelo Executivo, a saber, mais BRASIL e menos Brasília.

Quem ganha nessa guerra política? Quem sabe agir em uma guerra de fato. Só quem se prepara para uma guerra pode saber agir em uma que seja política.

Não estamos em tempo de blefe, ao menos não deveríamos. Se as FFAA querem estar ao lado da Constituição, não tolerará qualquer ação inconstitucional daqueles que ora ocupam Legislativo e Judiciário.

Aguardemos os próximos capítulos, pois a semana promete.

Sobre o Colunista

Allan Dos Santos

Allan Dos Santos

Pai, empresário, jornalista, correspondente internacional, apresentador e cofundador do canal Terça Livre TV.

7 Comentários

Clique aqui para comentar

  • Se as FFAA querem estar ao lado da Constituição não tolerarão qualquer ação inconstitucional.

  • Olá Allan, na quarta linha do sexto parágrafo, depois de “sobrevivência” creio que vc quis dizer Legislativo e Judiciário, não? Abs.

  • Muito bem, Allan. Mas atenção com a atuação do MP nos estados… estão interferindo no executivo, encurralando prefeitos, mas não vemos defendendo as pessoas agredidas, nem às vítimas de familiares mortos por outras doenças, mas enquadradas como couvid-19 dos hospitais que colocam; não atacam atos de juízes e do CNJ em soltar presos perigosos etc. Estão devendo nisso, em trazer os olhos para essa instituição aparelhada de esquerda.

  • Na mentalidade iluminista, o povo não tem o direito de expressar suas próprias opiniões sobre os rumos da sociedade, bem como as ações do governo, já que o povo, julgado burro pelos governantes, não tem embasamento científico para tal.
    O povo, então, deve permanecer escravo das ações dos governantes, que comandam a sociedade sem a participação do povo, pois já que se consideram os suprassumos da inteligência, não querem dar voz a um povo que julgam estúpido.
    Cria-se assim um poder oligárquico, em que o comando político permanece concentrado nas mãos de um pequeno número de gênios, enquanto o povo, uma vez excluído do debate público, recebe de forma passiva as ordenanças dos governantes, que decidem fechar vias públicas porque decidiram que o melhor para a população é permanecer trancafiados dentro de casa a fim de não serem vitimados por algum vírus.

  • Ola Alan,
    Boa Análise, estou de acordo.
    Nota: Há 2 erros de digitação no parágrafo 5 (linhas 2 e 4 respectivamente).
    abs,

  • Estratégias contra o Bolsonaro é o que não falta por parte do Establishment.

    Sinceramente, acho muito alta a probabilidade de o Bolsonaro sofrer o impeachment até 2022.

    Quanto a defesa da descentralização do poder por parte do Bolsonaro, considero muito tímida. De qualquer forma, sigo defendendo a secessão por motivos culturais e históricos.

Colunistas

Juliana GurgelJuliana Gurgel

Católica, produtora, doutora em artes da cena, professora e aikidoista.

Paulo FernandoPaulo Fernando

Advogado, professor de Direito Constitucional e Eleitoral para concu...

Polibio BragaPolibio Braga

Políbio Braga é um jornalista e escritor brasileiro. Nascido em S...