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Visando eliminar a fé, China pratica estupro em massa e eletrocussão, apontam relatórios

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O Partido Comunista da Chinna (PCCh), desde que chegou ao poder em 1949, vem empregando qualquer forma de recursos para perseguir cidadãos e suprimir grupos espirituais. No início de fevereiro deste ano, vários relatórios divulgados pela BBC confirmaram que o PCCh está usando o abuso sexual como uma ferramenta para “reeducar” e “transformar” prisioneiros de fé.

Enraizado no ateísmo e materialismo, o regime comunista da China tem reprimido brutalmente os muçulmanos uigures, cristãos, budistas e praticantes do Falun Gong.

Aqueles que se recusam a cumprir as ordens do PCCh são detidos e levados a “campos de reeducação” em locais desconhecidos, onde são submetidos a diversas formas de abusos, incluindo estupro coletivo e eletrocussão.

Para condenar as graves violações dos direitos humanos do PCCh, a administração da era Trump disse em 19 de janeiro de 2021 que o regime comunista cometeu “genocídio” e “crimes contra a humanidade” em sua repressão aos muçulmanos uigures.

O então secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse em um comunicado que o PCCh encarcerou mais de um milhão de uigures, sujeitando-os a trabalhos forçados e a tortura.

Duas semanas depois, a BBC publicou um relatório detalhado sobre a tortura sexual sistemática que acontece na “rede de reeducação” de Xinjiang.

O relatório, baseado em entrevistas de pessoas que conseguiram deixar os campos de concentração, revelou a tortura e os horrores do estupro coletivo que eles testemunharam ou viveram.

Tursunay Ziawudun, que fugiu para os Estados Unidos após escapar de Xinjiang após sua libertação, contou à BBC os abusos sexuais que sofreu e testemunhou enquanto estava detida por nove meses nos campos secretos da China em Xinjiang.

Ziawudun detalhou como ela foi agredida com um bastão elétrico e “estuprada por gangues em três ocasiões”, relatou a BBC.

“A mulher me levou para a sala ao lado de onde a outra garota estava internada”, disse Ziawudun. “Eles tinham uma vara elétrica, eu não sabia o que era, e foi empurrada para dentro do meu trato genital, me torturando com um choque elétrico.”

“Eles não só estupram, mas também mordem todo o seu corpo, você não sabe se eles são humanos ou animais”, acrescentou ela. “Eles não pouparam nenhuma parte do corpo, morderam por toda parte deixando marcas horríveis. Foi nojento de se olhar. E não é apenas uma pessoa que te atormenta, não apenas um predador. Cada vez eram dois ou três homens.”

A reportagem da BBC disse que mesmo as mulheres idosas detidas não foram poupadas. Ziawudun se lembra de ter visto uma idosa uigur sendo humilhada.

“Tiraram tudo da senhora idosa, deixando-a apenas com a roupa íntima. Ela ficou tão envergonhada que tentou se cobrir com os braços”, disse Ziawudun à BBC. “Eu chorei muito vendo a maneira como eles a tratavam. Suas lágrimas caíram como chuva.”

Gulzira Auelkhan, outra mulher cazaque de Xinjiang, que foi forçada a ajudar os guardas do campo despojando mulheres, também confirmou à BBC que o estupro coletivo é comum nos campos.

“Eles me forçaram a tirar as roupas daquelas mulheres, segurar suas mãos e sair da sala”, disse Auelkhan. “Você não pode contar a ninguém o que aconteceu. É projetado para destruir o espírito de todos.”

Gulbakhar Jalilova, uma cidadã uigur e do Cazaquistão, que foi detida em 2017 por 15 meses em um campo exclusivamente feminino, disse que o estupro acontecia diariamente nos campos.

“As meninas são levadas para fora e estupradas a noite toda. Se você continuar resistindo, eles vão injetar algo em você e matá-lo”, disse Jalilova.

Em 2019, Sayragul Sauytbay, que foi forçada a ensinar a língua chinesa no campo, disse ao Haaretz, um jornal israelense, que uma vez testemunhou uma prisioneira sendo estupradas por policiais, “um após o outro”, na frente de 200 presidiários.

“Enquanto a estupravam, eles verificaram como estávamos reagindo”, disse Sauytbay. “As pessoas que viraram a cabeça ou fecharam os olhos, e as que pareciam zangadas ou chocadas, foram levadas embora e nunca mais as vimos. Foi terrível.”

O relatório afirma que as autoridades também forçaram as gestantes grávidas a abortar seus bebês em gestação, espancando-os e dando-lhes choques com cassetetes elétricos, o que acabava levando ao aborto.

O PCCh também não demonstrou nenhuma indulgência em abusar de monjas budistas ou de cristãos.

Além de ter como alvo os muçulmanos uigures, o PCCh também emprega esses métodos brutais de tortura em praticantes do Falun Gong, budistas e cristãos.

Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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